Imagem de capa: Jacob Lund, Shutterstock

Hoje, celebramos os amigos. Aqueles que nos põem o braço em cima do ombro e nos tiram o frio. Tantas vezes o frio do corpo mas muitas mais o frio da alma. Os que nos ouvem. E nos percebem. Tantas vezes sem palavras. Celebremos os amigos. Os que esperam o nosso telefonema tardio, fora de horas, sem horas. Celebremos os amigos com quem podemos sentir medo, sem ter medo de o sentir. Com quem podemos andar descalços com a certeza que haverá sempre caminho para caminhar. Sem nos aleijar. Os amigos. Aqueles com quem fazemos mil planos juntos e deixamos por fazer mil e um. Com os amigos ficamos sempre mais um bocadinho. «Esqueci-me de te contar.» E nunca esquecemos. Com os amigos bebemos sempre mais um copo – é sempre o último, para irmos embora. Mas nunca vamos. «Desta é que é. Só mais este e vamos embora.» E no fim, ainda vieram, pelo menos, mais quatro. Com os amigos vamos. Apenas vamos. Tantas vezes sem saber para onde. E que importa? Estamos entre amigos. Celebremos os amigos. Celebremos, essencialmente, com os amigos. Aos amigos. Porque um amigo é um amor, em estado puro, que a alma nos escolheu.

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Júlia Domingues
Júlia Domingues. 39 anos. Jurista de formação, criativa por paixão. Sou feita de gargalhada estridente talvez porque acredite que, estridente deva ser a nossa existência. Não para os outros. Para nós. Estamos começados mas não estamos acabados. E , no fim; no regresso a nós, que consigamos, serenamente, dizer: «Ousei viver!». Sou feita de sentir e o que não me cabe no peito, transpiro-o nas palavras e no desenho. Sou mulher e sou feliz.

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