Categories: Rachel dos Santos

Me desculpe, mas não aprendi voar…

Imagem de capa: Kl Petro, Shutterstock

Queria estar em seus braços, seu abraço, nosso embaraço. Nessa noite fria de inverno, queria sentir o calor da sua respiração aquecendo a minha pele em contato com a sua. Fecho meus olhos e te desenho em minha mente, cada traço, cada pinta e a curva do seu sorriso que me faz perder o controle, a direção.

Não sei se existem almas gêmeas, mas sinto a sua conectada à minha. Como se tivéssemos rodado o mundo inteiro só para encontrarmos um ao outro. Que ironia, esse mesmo mundo que colocou tantos quilômetros entre nós. Mas você me mostrou que a distância não se limita apenas ao tempo, idade ou lugar. A verdadeira distância é a que separa o mundo que somos do universo que nos uni. Entre conhecer e ser conhecido, há conexões que fazem da distância uma confirmação do que está dentro de nós, que alma pressente, a mente elucida e somente o coração enxerga.

O fato é que agora estou mal acostumada e preciso aterrissar na realidade, já que você me faz sentir nas nuvens. Estou tentando acompanhar seu ritmo, mas ainda não aprendi a voar, gosto de sentir meus pés no chão. Confesso que morro de medo de altura e só me aventuro se você for meu instrutor. Mas, enquanto isso não acontece, fico aqui torcendo para um dia o destino conspirar e entrelaçar seu caminho ao meu.

Tomar sorvete nunca mais foi a mesma coisa, assistir uma partida de futebol, ver um vídeo interessante ou mesmo uma coisa insignificante. Tudo me faz lembrar você. Você que nem sempre diz o que eu quero ouvir, mas o que eu preciso escutar. Que me ensinou que fantasmas só existem dentro da gente, é só apagar a luz e relaxar. Me mostrou que tudo o que eu preciso está dentro de mim, inclusive, você. Pois onde quer que eu vá, em qualquer hora ou lugar, levarei um pouco de ti para me acompanhar. Te vejo em tudo que contempla meu olhar…

Rachel dos Santos

Paulistana, porém mineira de coração. Viciada em música e sorvete, adora filosofar no facebook e compor canções que guarda a sete chaves. Estudante de jornalismo , pretende construir um mundo mais bonito por meio de seus escritos. Acredita que a simplicidade é a chave que abre a porta da felicidade. Sempre usa reticências no final das frases porque sente que sempre há um pouco mais a se dizer...

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  • Muito profundo. Belo texto! Eu gosto bastante quando leio algo escrito de coração. Nota-se que vc passou por coisas desagradáveis, mas mantém a esperança, sempre! Eu sofri muito também. Acredito em almas gêmeas e que não é sempre possível a união de ambas. Mistérios da vida. Só sei que tem horas que é difícil suportar.
    Bjs e obrigado por compartilhar essas belezas literárias conosco.

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Rachel dos Santos

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