Felicidade é não esconder sentimentos em troca de relacionamentos comuns, de uma vida sem vibração e num trabalho que mais parece um piloto automático de chatices sem porquês e explicações. Mas felicidade também não é jogar tudo para alto e imaginar viver uma vida isenta de limites e consequências. Felicidade é, no termo inteiro, saber reconhecer o próprio tempo.
Sim, felicidade é ponto de partida e não linha de chegada. Ainda assim, vivemos diariamente com uma arma angustiante apontada para a alma. O medo que não te deixa seguir. O passado que não te deixa criar presentes. E são obrigações e mais obrigações a serem cumpridas. Normas e regras ditadoras de sentimentos. Desaprendemos a amar. Pouco já não preenche. O quero muito e agora é cada vez mais visto nos sorrisos amarelos, nas fotos filtradas e nas declarações do tipo “como se não houvesse amanhã”.
Talvez, em todo esse processo, estejamos afastando a tal felicidade das nossas vidas. Até o convívio sereno de outrora deu lugar para essa busca incessante e egocêntrica. Pressionados, abrimos um leque de possibilidades com uma das mãos e deixamos ao léu as coisas simples noutra. O cheiro de café saindo, o abraço da saudade, a chuva inesperada no meio do dia e o amor que chega sem coletar o carinho dado. Cadê?
Não adianta cruzar os braços e dizer que o tempo é curto e injusto. Felicidade é saber prezar por momentos mais sublimes e por escolhas que não submetam o coração a um cárcere privado. Felicidade é, antes de qualquer coisa, saber da beleza dos instantes, pois não existe isso de felizes para sempre. A felicidade é, entre uma escolha e outra, a perspectiva e o tamanho da coragem que depositamos por prazeres não extintos em tempo de vida. O importante é a felicidade contida no tempo de nós.
Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…
Andei afastada de mim. Sem energia e desconfiada de minhas percepções, do modo como me…
No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…
Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…
Nos dias de hoje, os hobbies online fazem cada vez mais parte da rotina de…
Durante muito tempo, os jogos online foram vistos apenas como uma forma de entretenimento leve,…