Não importa se me ama ou me odeia

Por Vitória Garré

A cada novo dia tento agregar algo novo e melhor na minha vida. Pode ser um sentimento, um gesto ou até mesmo um silêncio que equilibra essa vida tão corrida e barulhenta. Tem vezes – confesso – em que reclamo de tudo, deixo o mau humor me corroer e me transformo a pessoa mais insuportável da face da Terra. Mesmo que isso seja extremamente chato, sei que é necessário. Ninguém é 100% feliz sempre, todos os dias, e eu gosto de ser sincera com os meus sentimentos. Prefiro explodir do que me deixar levar e acabar apagando. Virando cinza.

Dias ruins são um divisor de águas nas nossas vidas, é com eles que aprendemos a dar valor as coisas boas que nos acontecem, por menores que sejam. Há quem diga que eu nasci reclamando, que tenho uns noventa anos ao invés de recém completados vinte. E eu deixo as pessoas falarem, pensarem o que quiserem sobre mim. A primeira coisa que aprendi depois de cair tanto é que não importa se você for a melhor em tudo, alguém sempre vai encontrar algum defeito, alguma coisa para te criticar.

Então me permito ser assim. Sincera comigo mesmo. Nasci para ser atriz, porém para nunca fingir meus sentimentos. Conheço tantas pessoas que se venderam por tão pouco, e hoje em dia parecem àquelas fotos montadas com sorriso amarelo de orelha à orelha. Tão feio, tão falso. Mas, também não estou nesse mundo para julgar ninguém. Cada um sabe o que traz consigo, e eu trago sempre a verdade.

Então me deixa ser. Me deixa levar a vida conforme eu posso e aguento, sei que sou meio bagunçada, mas foi nessa bagunça que você se encontrou. Então fica comigo e esquece tudo ao redor, minhas manias a gente descomplica, meu mau humor a gente suporta. Com você sou bem melhor, mais livre e posso confessar? Bem mais feliz.

Fonte: Bendita Cuca



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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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