Eu confesso que demorei algum tempo para entender a tal história de que é preciso dar liberdade a quem amamos. Muito tempo mesmo. “Ora, se eu amo quero comigo e fim. Por que vou dizer para a pessoa que ela pode ir quando quiser? Por que correr o risco dela acabar querendo isso mesmo e se mandar de vez? É loucura…” Era exatamente assim que eu pensava.
Mas as coisas acontecem, a gente amadurece e aprende. E foi então que pude perceber que loucura mesmo é querer prender alguém a você. Muita gente até força a presença de outra pessoa na relação, mas acredite, jamais haverá amor, respeito e paz interior. Pois nenhuma relação se mantém quando corpos se encontram e almas se distanciam na mesma frequência.
A sensação de ver o outro abandonar o barco do relacionamento é, inquestionavelmente, dolorosa. Seja qual for o relacionamento. Amigos que viviam grudados muitas vezes se afastam. Namoros chegam ao fim. Casamentos são desfeitos. Filhos se desfazem das asas dos pais para voar por conta própria. Basta parar e observar para nos darmos conta que, literalmente, ninguém nos pertence e também não pertencemos a ninguém.
E nós nos auto sabotamos no momento em que achamos que prendemos quem amamos, quando, na verdade, os únicos detentos desse cárcere invisível somos nós mesmos. E é então que nos tornamos reféns do nosso próprio egoísmo e medo.
Podemos estar ao lado de quem quisermos, escolhendo ir ou ficar por vontade própria, mas é preciso dar essa liberdade ao outro também. Mostre-o os motivos pelos quais seria bom que ele ficasse, mas se ainda assim ele não quiser, deixe-o ir. Não tente prender, amarrar ou forçar, porque quando se é por pena ou obrigação, perde-se todo o encantamento e valor. Por isso, por mais que eu deseje ter o meu amor ao meu lado, tal desejo só será satisfatório se a vontade for recíproca. Caso não, deixo-o ir, pois sentimento forçado é padecer dobrado. Porque amor tranquilo é quando se tem a total liberdade de escolher ir, mas por motivos mais fortes escolhe ficar… Ou voltar!
Uma coisa que eu amo em viajar é que quando saímos do cenário habitual, conseguimos…
Andei afastada de mim. Sem energia e desconfiada de minhas percepções, do modo como me…
No final de Comer, Rezar, Amar, Liz Gilbert diz: “Eu escolhi a minha palavra: Attraversiamo. Significa: ‘vamos…
Após assistir ao filme "A vida de Chuck", inspirado em um conto de Stephen King,…
Nos dias de hoje, os hobbies online fazem cada vez mais parte da rotina de…
Durante muito tempo, os jogos online foram vistos apenas como uma forma de entretenimento leve,…
View Comments
Belo texto, ótima reflexão. ♡
Amei o texto, lindo leve, e faz rever nossas atitudes.
Ameiii muito bom...