Está difícil acompanhar o ritmo das manifestações. Se por um lado concordamos com as revindicações e protestos, por outro ficamos assustados diante do caos que o vandalismo oportunista provoca.

Hoje, nas redes sociais, fica exposto o conflito de idéias e ideais. Há o medo de estarmos sendo manipulados, quando dizemos que “Meu partido é meu País” e lutamos por um Brasil sem partido. Como acreditar que nossa democracia funcionaria assim, apartidária?

O direito ao voto é o que torna nosso país uma democracia, e lutar por um Brasil sem governo seria o mesmo que oferecê-lo a um governo repressor, que há muito não nos representa.

Dizemos que “O Gigante acordou”. Talvez seja esse o saldo positivo disso tudo. Perceber que nosso povo acordou e está atento. Atento às desigualdades, aos absurdos que nos enfiam goela abaixo dia a dia, às leis “curativas” do ministério, às discrepâncias salariais.

É hora de reflexão, de luta por uma nação mais justa e união. Mas que marchemos conscientes, pois luta sem direção não é luta, é baderna e só gera repressão. Como observou Paulo Moreira Leite: “Quem não perceber isso está condenado a travar a luta errada, com métodos errados, e chegar a um desfecho errado”

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Fabíola Simões
Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

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