Ainda é dezembro e enquanto o ano novo não vem, chega o tempo dos balanços, de rever o que passou e esperar com fé os 365 dias limpinhos que se anunciam, prontos para serem usufruídos…

Certamente haverão boas surpresas, alegrias passageiras e permanentes, realizações. Também virão decepções _ parte do processo de viver_, novas dores e algumas esperas.

Talvez o maior desafio seja esperar. Pois esperamos que as coisas caminhem conforme nossa vontade e isso nem sempre acontece. Nos apegamos a nossos desejos e firmamos pactos silenciosos com nossos anseios, mas pouco nos preparamos para os desvios de rota, compassos que retardam ou determinam nossos passos.

Que haja paciência. Paciência com as contrariedades, paciência com as demoras. Que possamos suportar o gosto amargo para saborearmos com prazer aquilo que de doce nos aguarda. Que sejamos tolerantes com aquilo que nos falta_ pois algo sempre nos falta_ e isso é perfeitamente normal.

Que 2013 não traga apenas remédio. Que ensine a moderação exata para nos contentarmos com o possível. Que nos apresente o desapego necessário para seguir em frente descobrindo que a felicidade está nas pequenas coisas, até naquilo que passa desapercebido e só vai ter valor lá na frente…

Mas ainda é dezembro e desenho na areia da praia. Sei que logo chegará outra onda e apagará tudo. O mar é como o tempo… Traz significado ou torna irrelevante qualquer ensaio.
Por isso é necessário entender que tornamos eterno aquilo que guardamos na alma. E você pode guardar o que quiser_ o bom ou o ruim da vida.

Lembre-se que aquela dor já passou… Ela trouxe significados, modelou seu espírito e hoje são só rascunhos apagados na areia.

Se vale algum conselho, não adie seus planos. Não deixe sua vida ser inundada por suposições_”se” eu tivesse tentado, “se” eu tivesse ido, “se” eu tivesse a ousadia _ porque, no final das contas, é necessário dar um desfecho aos ciclos; só assim é possível recomeçar, e recomeçando, ser novamente semente.

Que sua lei seja_ apesar de tudo_ ser feliz!

FELIZ 2013!!!

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Fabíola Simões
Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

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