Vem chegando o natal e as crianças, por volta dos seis anos, começam a questionar suas crenças: “Papai Noel existe mesmo?” “Não é só fantasia e barba de algodão?”, e por aí vai, até que na noite de natal finalmente a ficha cai e percebem, com uma ponta de decepção, que suas suspeitas se confirmaram: ele nunca existiu…

A dor do crescimento começa aí…

Então você cresce, amadurece, e aprende_ a duras penas_ que o mundo não é feito de açúcar, que os adultos nem sempre detêm a verdade_ quase nunca detêm…_ que algumas coisas não saem do jeito que a gente quer.

Mas a dor do crescimento aparece mesmo quando você descobre que algo em que você acreditava deixou de existir.
É assustador ter que reformular tudo aquilo que te constituía e não constitui mais.

Temos que estar dispostos a abrir mão de nossas crenças, de nossos planos tão reais, palpáveis, terrenos… para acreditar numa nova realidade.

E vamos descobrindo que nada é tão real, palpável ou terreno. Que tudo pode mudar num piscar de olhos, enquanto nos apegamos ao que é conhecido.

Percebemos que vivemos, mas não pertencemos. Amamos, mas não controlamos. Temos fé no invisível, mas nunca estamos prontos.

Quanto mais aceitarmos o que é_no lugar do que pensávamos que era_ mais fácil superamos, e descobrimos nosso lugar.

A vida é prova. E as questões são específicas para seu aprimoramento.

Suas dores e decepções, os revezes, desvios e sustos fazem parte do pacote.

Errar faz parte; deixar em branco anula quem você pode vir a ser…

 

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Fabíola Simões
Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

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