Você pensa que é dono do seu nariz. Que tem maturidade para tomar decisões, que é livre para escolher.

Mas você não conta com o inesperado, com aquilo que vem de repente, te pega de surpresa, aparece no meio da calmaria…_ para te ensinar.

Para lhe mostrar que você ainda não entende nada, que toda experiência que você pensa que acumulou não vai lhe proteger; para lhe mostrar que existe um lado seu que ainda não foi explorado e chegou a hora de conhecer.

A vida lhe dá novas chaves e você tem que abrir compartimentos trancados, há muito tempo escondidos.

Então você percebe que a vida tem seu próprio roteiro, e você ousou achar que seria diferente, ousou acreditar que poderia escrever sua história como bem entendesse.

A vida impõe suas próprias regras, rasga contratos antigos que você havia selado por sua conta com a paz, lhe faz amar a dor. A dor de ser e estar vivo.

E então você aprende que entrar no ritmo da vida é uma questão de sabedoria.
Aprende a aceitar as viradas de página, a acatar os tsunamis.

E você descobre que é capaz, e que em algum lugar no seu íntimo existe uma força que te sustenta quando tudo o mais desmorona…

Imagem: PEPPERSMINT / Shutterstock

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Fabíola Simões
Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

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