O amor quando é sincero é, ao mesmo tempo, completo em si mesmo.

Amor não é reciprocidade. Amor é um sentimento intrínseco a cada um, solícito e, independente do que sentem ou imaginam a nosso respeito. O amor é sempre unilateral. Não há necessidade de ser o motivo do amar de alguém para que, dentro da gente, exista ou não do mesmo amor. O amor se apresenta de tantas formas e, todas, sempre tão belas. Um amor recíproco é bem diferente de dizer que ele é sinônimo de reciprocidade, que para o amor existir, haverá sempre a necessidade da reciprocidade. Não é bem assim. Porque o amor quando é sincero é, ao mesmo tempo, completo em si mesmo. Às vezes acontece da gente encontrar alguém que sente o mesmo que sentimos, o quanto amamos e, desejamos compartilhar da nossa vida em toda a sua totalidade. Às vezes ganhamos na loteria do amar uma, duas e tantas outras vezes na vida… algumas pessoas ganham de primeira e é ótimo, também.

As pessoas cobram a reciprocidade de seus companheiros como prova de amor. Que engano achar que o amor precede de cobrança. Incansáveis cobranças de juras daquilo que deveria ser dado de graça, espontâneo. Quando não recebem o que acreditam serem merecedoras se emburram, fazem cara feia e, daí, as brigas se iniciam uma atrás da outra. A única coisa que as pessoas nos devem é respeito pela gente, nada mais. E, se, junto com respeito o amor romântico, sensual, sexual fazer parte do pacote: ótimo. Do contrário não cobre, apenas dê os motivos para ser uma pessoa amável.

É mais interessante amar, simplesmente, por ser bom amar. Não amar esperando receber algo em troca. Porque no fundo quando se acredita que amar e reciprocidade são sinônimos, de maneira indireta, acredita-se que o amor é uma troca. Novamente, que engano. Amor é doação. Amar é doar-se. Amar os pais, os irmãos, tios… Amar a natureza e toda sua riqueza. Tocar tudo e a todos com o amor transbordando nas pontas dos dedos. Sem distinção. Quando se ama com a competência do amor como entrega, fica mais fácil de ser uma pessoa essencialmente amável; assim, evita-se tanto o ego presente nos relacionamentos e dá-se mais espaço para o amor amadurecer. O amor nada mais é do que a liberdade dos sentimentos fluírem da gente para o outro, porque somos feitos dessa matéria que, na gente, nunca se acabará.

Imagem de capa: StockLite, Shutterstock

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Luverlandio Silva

Nasceu no Piauí e cresceu em São Paulo, mora atualmente em Santo André – SP. Apaixonado pela área de exatas, mas tem o coração nas artes e escrita; trabalha e defende o meio ambiente e, as causas naturais: sentimentos; afetos; amor.

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