Querubins ou bicho papão, o que suas crenças são?

É preciso uma autogestação a cada desafio, precisamos dar a luz a nós mesmos quando nossa escuridão quer dominar.

O bicho papão não ficou na infância, ao contrário do que muita gente pensa. Ele pode crescer junto com a gente. Sempre à espreita para se apoderar de nossos pensamentos.

Ele é essa voz que insiste em nos mostrar que a vida é difícil, que o mundo nos detesta, que a rejeição é certa, que nunca seremos bons o bastante e que sempre fazemos tudo errado.

Cuidado com os “nuncas” e “para sempres” que diz. Ele também se esconde por trás dessas palavras extremistas e fortes.

Mas ele precisa se alimentar, e quando não o fazemos ele sai correndo, mortinho de fome. Ele se alimenta da nossa descrença, do descuidado com a gente, da desesperança. Se alimenta dos barulhos na nossa cabeça que insistimos em achar que são verdadeiros.

Entretanto, ele não é imortal, nos visita, mas também foge quando o pegamos no pulo querendo dominar o pedaço ou todo o espaço do nosso coração. Sai pra lá, aqui não, seu Bicho Papão!!!

Há sempre um novo dia, uma nova oportunidade de fazermos novas escolhas, de olharmos com carinho para o que foi e o que ficou. De alimentar os pensamentos que nos fazem sentir aconchegados e amados. Alimentar os querubins, a fé em nossas asas, a certeza de que o amor nos ampara. De que a vida é rara, que Deus nos dá inúmeras oportunidades. Que há sempre uma lição importante, uma bênção radiante.

E assim, quando mergulhamos no encanto, na nossa essência e conectamos nossa espiritualidade podemos viver rodeados de querubins. Expandir essa luz sem fim.

Tudo é uma questão de escolha. Quais crenças você tem alimentado? Querubins ou bicho papão? O que palpita no compasso do seu coração?

Imagem de capa:  Kulichok/shutterstock

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Meire Oliveira

Meire Oliveira é Escritora, Poeta e Coach de transformação. Amante das estrelas e das estradas. Autora dos livros Pintando Borboletas e Vai Com Fé que Flui. Conjuga o verbo escrever com vários outros juntos: ama, sente, vê. Por isso nasce e renasce em palavras que palpitam nela.

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