O amor que possuímos já é o suficiente

Não foi só uma decisão minha, ou, só sua. Foi da vida, também. Ela quis que a gente ficasse juntos e, juntos, estamos. Felizes? Demais. Estar com você é uma escolha, parceria verdadeira; não é obrigação. Porque não há nada que traga mais felicidade que assistir quietinho o riso alegre de quem a gente gosta. O seu riso. E nada mais triste que presenciar o choro e não poder fazer nada. Suas lágrimas. Dividir o dia a dia juntos deixa tudo mais fácil. Qualquer barra que até então deveria ser bem pesada, torna-se, aparentemente, leve de ser carregada; ter alguém especial – tá, a gente tem a família, os amigos, os pets e, enfim… Você sabe que não é disso que estou falando –, apazigua a solidão existencial que amedronta a gente em alguma fase da vida. Pode não ser esta, mas será em algum momento. Vai por mim.

Quero estar sempre ao seu lado. Em muitos momentos – mas, alguns, precisarei do meu espaço e você do seu – dessa rotina tão corrida. Então, vem comigo ser feliz depois do trabalho, vamos jantar nossa comida preferida e não reclamar se não tiver tudo que gostaríamos, ver o jornal e perceber que, com tantas tristezas e calamidades lá fora, temos um ao outro aqui dentro. Vem me contar como as mensagens que te mandei ao longo do dia foram boas e, engraçadas; já te disse que a parte mais gostosa de enfrentar o transito, não é a parada rápida no driver para comer um fast food, mas é ler suas mensagens (cheias de emoticons bravinhos) reclamando por eu estar comendo nosso lanche preferido enquanto está morrendo de fome. É meio sado? Eu sei… mas, gosto de te torturar assim (te amo). Vamos sair para as baladas juntos? Para os bares? Para todos os lugares. Sim, vamos. Vamos dançar juntinhos. E ver aquele romance no cinema e compartilhar lágrimas de emoção – você sempre sorrir com a minha sensibilidade.

Você e eu, todos os dias é tão gostoso. Tenho vontade de segurar a sua mão e não largar mais. Segure a minha, também, se assim o desejar; essa é a liberdade de estarmos juntos por vontade. Estar juntos, não necessariamente de maneira física, mas estar juntos em pensamentos e, na confiança. Nossa confiança é a base do nosso amor.

Hoje, preciso ver os meus amigos. Vou encontra-los para a gente dar risada juntos e, conversar, sobre como estão as nossas vidas de comprometidos e, alguns, falarão das aventuras da solteirice. Faz parte. Vou sozinho, tudo bem? Aproveita para ver as suas amigas queridas, tira um tempinho para você mesma se renovar; saia para comprar umas roupas bonitas, beber alguma coisa, fazer aquela viagem cultural que tanto tem vontade e eu não entendo nada. A semana foi muito puxada, vou ficar este sábado em casa maratonando séries de super heróis e, sei que você nem gosta tanto, você pode me acompanhar ou curtir o lindo dia… a noite, ficamos juntos. Não sei. A liberdade que a confiança traz é a possibilidade de estarmos perto um do outro, mesmo que distantes, e, sem se preocupar se isso afetará a nossa relação. Não vai. Não há traições entre a gente; é tudo tão leve que não precisamos disso.

De tanto estarmos juntos, conhecemos as verdades que nos fazem dar certo. Conhecemos as manias. Conhecemos as rotinas um do outro. É muito amor para nos fortalecer que, não poderia ser diferente, a consequência da confiança mútua é a liberdade para sairmos sozinhos por aí e, se, perguntarem “onde está o seu namorado ou namorado”, responderemos confiantes: está bem onde quer que esteja. Afinal, não precisamos nos controlar. O amor que possuímos já é o suficiente para nos direcionar para o melhor dos caminhos; para a melhor das escolhas: nós.

Imagem de capa: Breslavtsev Oleg, Shutterstock

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Luverlandio Silva

Nasceu no Piauí e cresceu em São Paulo, mora atualmente em Santo André – SP. Apaixonado pela área de exatas, mas tem o coração nas artes e escrita; trabalha e defende o meio ambiente e, as causas naturais: sentimentos; afetos; amor.

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