O desamor nunca mata

Imagem de capa: savitskaya iryna, Shutterstock

Apesar de tudo o que nos contaram, nós já estávamos completos ao iniciar um relacionamento, e quando o desamor chega, não temos porque nos preocupar, já que continuaremos a ser nós mesmos.

A menos que você permita isso, sentindo-se vazio, carente de uma parte com a qual se percebia completo, o desamor nunca mata.

A crença da meia laranja, querer mudar o outro, dar tudo o que na realidade não acreditamos merecer receber é um caminho que levará ao sofrimento.

É então quando o desgosto, que estará ali virando a esquina, esperará para fundir você, para fazê-lo sentir só e que o motivo da sua vida arrebatou sua felicidade, sua essência, sua existência.

A importância do desamor

O desamor carece de relevância quando não enfrentamos a morte de um ente querido, uma doença grave ou qualquer outra situação que se eleve em grau de importância.

Porém, não deveria nos acontecer nada além de nos darmos conta de que damos uma prioridade exagerada ao fato de termos terminado um relacionamento.

De repente, tudo se funde, nada tem sentido, achamos que vamos morrer…. A aceitação está muito longe de se conseguir e, se pudermos, remexemos mais e mais essa dor que nos sufoca.

Talvez tenhamos dado tudo pelo outro, talvez mergulhamos em uma relação quando deveríamos ter elevado nossa autoestima antes.

Talvez já estávamos vazios quando começamos o relacionamento, mas não nos demos conta porque cobrimos tudo isso graças ao outro, ao qual demandávamos tudo aquilo que não tínhamos.

Lhe damos o poder e a responsabilidade de nos oferecer o amor que não tínhamos por nós mesmos, a segurança da que carecíamos e a felicidade que por nós mesmos não conseguíamos encontrar.

Cometemos um grande erro, priorizamos o outro, o idealizamos, o transformamos em nosso salvador. Então, quando tudo se destorce, deixamos de ser…

Você continua sendo, ainda que o desamor apareça

Seu parceiro diz que já não sente o mesmo e você nota que começa a deixar de ser você mesma, que desaparece…

Porém, ainda que diga isso, ainda que tudo tenha mudado, apesar de encontrar pessoas com quem compartilhar sua vida, ou não ser o que a outra pessoa realmente procura, você continua sendo…

O principal problema de que seu mundo caia é que você se apegou ao outro, se despejou na outra pessoa, deixou nas mãos dela as suas responsabilidades.

Mas, ainda que o desamor apareça, seu mundo não acaba aí. Isso é o que parece, porém, o que acontece é que você tem uma falta de perspectiva.

Para não decair quando seu relacionamento acaba por determinados motivos, é imprescindível que crie um relacionamento forte consigo mesmo.

Porque nos esforçamos para manter boas relações com os outros, mas, em contrapartida, conosco mesmos isso não funciona assim.

Nos menosprezamos, não nos damos o valor que merecemos e é assim como surgem a maioria de nossos problemas.

O amor livre

Ninguém nos ensina a amar livremente. Os contos da Disney, a religião e a contínua publicidade que recebemos nos motivam para nos agarras à outra pessoa, mas o que acontece conosco?

Foram nos castrando desde que éramos pequenos até chegarmos à idade adulta e descobrirmos que não somos nada se não fazemos aquilo que nos ensinaram como certo.

“Você deve ter um parceiro”;
“Amar é sofrer”;
“Você deve se manter em seu relacionamento”;
“O amor é sinônimo de esforço”.

Todas estas crenças que foram instaladas muito bem em nossa mente condicionam nossa maneira de viver os relacionamentos e de experimentar o desamor.

Não nos ensinaram a soltar, a tomar a decisão de deixar sem duvidar e sem esperar que tudo caia por si só quando não estamos bem, quando nada mais funciona.

Aguentamos, atacamos nossa autoestima, nos humilhamos, fazemos mil e uma coisas que vão contra nós mesmos.

O desamor não mata. O desamor muitas vezes é a liberação de uma carga pesada.

Deixamos de acreditar em velhas histórias que ainda acreditávamos. Comecemos hoje mesmo a soltar tudo aquilo que não está nos fazendo bem algum, sem sentir culpa.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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