Eu te amo. Por isso, vá embora!

Imagem de capa: Versta, Shutterstock

Você passou a vida inteira ouvindo que quem ama quer perto, quer estar junto, quer para si. Mas a maior verdade é que, se você ama, você amará para sempre (perto ou longe).

Se é amor, será para sempre amor.
Não existe dessas de amar um pouco aqui, outro tanto em outro tempo.

“Eu te amo, mas não gosto mais de você.”
Eu sei, um tanto quanto complexa, né?! Mas calma, só será estranho até você entender que a totalidade do amor supera todo e qualquer sentir.

Lembre-se,o amor é a supremacia da vida.
É dele que surge tudo e todos, é de lá que nascemos. Baseado nisso, é possível que você não goste mais de alguém e ainda a ame. Como diz um novo amigo, “são quereres distintos, sabe?”.

O tempo de estar com essa pessoa, aprendendo, ensinando, suprindo, completando, agindo, passou. Agora é hora de ir. Talvez nunca chegue a hora de ir, mas para a maioria das circunstâncias, o tempo será cronometrado.

É inteligente e de boa índole querer o bem para todos aqueles com quem viveu.
Seja nas relações afetivas (amizade, compromisso, família), seja nas relações superficiais. Queira o bem de todos, para todos.

Ainda pensando assim, se o despertador tocou e já é hora de ir, abra a porta.
Libere para que o seu amor vá, o tempo dele aqui passou. É hora de amá-lo ainda mais.

E principalmente, a hora de amar a felicidade dele.
Ainda que a gaiola do egoísmo, totalitarismo, fixação e loucura, queira prender o seu amor juntinho a você. Entenda que para que ele viva, a hora de partir precisa ser respeitada.

De todos os amores que tive, amo-os verdadeiramente até hoje.
Alguns permaneceram por pouquíssimo tempo. Outros, estiveram comigo até semana passada.
Independente do tempo que ficaram e há quanto tempo partiram, eles serão para sempre meus amores.

Afinal, sou uma péssima perdedora.
Prefiro acumular amor, deixando-os todos livres para seguir quando quiserem.
Se voltar, estarei aqui.
Se partir, para sempre amor.

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Bárbara Fernandes

Sempre escrevi em diários, e guardava-os todos para mim. Até descobrir que existiam mais pessoas que precisavam ler. Então, aqui estamos!

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