Os opostos só se atraem na física. Na vida real a história é bem diferente…

Imagem de capa: FCSCAFEINE, Shutterstock

Não se iluda, a terceira Lei de Newton não tem validade sobre os relacionamentos. Se na física os opostos se atraem, na vida real as coisas são bem diferentes: calmaria não combina com tempestade; campo não combina com cidade; silêncio não combina com barulho e fanatismo não combina com ninguém.

Imagino que, ao ler esse texto, há quem esteja esbravejando e dizendo “o amor supera tudo” e que meus argumentos são fracos. Mas, primeiro, tente conviver com alguém diferente de você por um ano, depois conversaremos.

A vida não é a música “Eduardo e Mônica” do Renato Russo (desculpem a sinceridade). O diferente atrai, encanta, seduz, mas não aguenta o tranco da rotina. Ter uma pessoa diferente ao nosso lado ensina um monte de coisas bacanas e até ajuda na relação, mas isso a curto prazo. O encanto pelo diferente acaba na primeira discussão de divergências.

Vamos aos fatos: você gosta de ler, ele odeia. Você gosta de conversar sobre tudo, ele gosta do silêncio. Você ama balada e ele, se pudesse, hibernaria. Sinceramente, qual a probabilidade desse relacionamento dar certo?

Todos nós temos o desejo de viver um grande amor. Temos curiosidade de explorar o desconhecido e viver uma história nada convencional, mas isso é uma aventura amorosa, não uma meta de relacionamento.

Ter pequenas divergências é comum, até porque, ninguém é igual a ninguém: ela torce para o Corinthians, você para o Palmeiras. Ela curte rock, você pagode. Ela ama desenhos, você seriados. Até aí, pequenos ajustes na rotina são aceitáveis. O problema está em conviver com uma pessoa totalmente diferente de você. Acredite, é possível conviver com as diferenças, mas é impossível aceitar as incompatibilidades. Como diz Fernando Anitelli: “Os opostos se distraem…Os dispostos se atraem…”.

Relacionamento não é uma luta de UFC, onde vence quem tem mais força. Relacionamento quando não é leve, quando não trouxer paz e não acrescentar sentimento não vale a pena. Lidar com grandes diferenças torna o dia a dia uma batalha constante e o parceiro deixa de ser um porto seguro para se tornar o principal inimigo.

Carpinejar tem uma frase que define bem o comportamento de quem se aventura no “relacionamento da oposição”: “Os opostos se atraem, mas não conseguem permanecer juntos (os parecidos se repelem e ficam juntos). O que se mostrava maravilhoso e definitivo, a sedução da diferença, a atração de um continente desconhecido são substituídos pela tentativa de moldar o outro aos seus gostos.

Contos de fadas, ficção científica e diferenças nos relacionamentos só servem para roteiros de filmes. Na vida real, meu caro, a história é bem diferente.

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Pamela Camocardi

A literatura vista por vários ângulos e apresentada de forma bem diferente.

3 COMENTÁRIOS

  1. Não sei se posso discordar de um todo dessa linha de pensamento.
    Pois conheço pessoas que combinavam em tudo e o casamento acabou!
    Como também conheço pessoas diferentes que estão juntos e até de religiões diferente um é católico ela evangélica o outro é espírita e ela é budista. Eu ja tive o relacionamento que combinávamos e durou seus 12 anos e agora acho isso muito relativo para ser exposto assim como uma verdade exata.

  2. Não está explícito como uma verdade exata ! Apenas como é duro o relacionamento entre os opostos que se amam, e por serem o que são, muitas vezes não estão dispostos a abrir mão do amor e como controversa também à não mudar seus gostos e hábitos. Assim por dizer vivem aqueles que amam por fé de que um dia todo o seu ser será aceito ou que o outro um dia irá mudará.

  3. Se partir do ponto de vista que mesmo em oposição, as pessoas não saem das mentes umas das outras, então os opostos se atraem na vida também, o tempo todo. É como o ladrão que volta ao local do crime… Forte abraço \o/

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