Cuidado: quem sempre joga para ganhar, nem sempre joga limpo

Imagem de capa: nuvolanevicata, Shutterstock

Parece inacreditável, mas existe uma síndrome denominada “síndrome de dom-juanismo” ou compulsão por sedução. Caracterizada como um transtorno baseado na ação compulsiva por sedução e no envolvimento emocional, a síndrome determina o tempo (curto) de poucos relacionamentos e é responsável por muitas feridas abertas da alma.

Lembram de “Dom Juan de Marco”? Pois bem, a denominação da síndrome é baseada nas atitudes do próprio protagonista. Logo no começo do filme, Dom Juan usa uma frase que explica bem suas atitudes e o que o motiva a conquistar: “Toda mulher é um mistério a ser desvendado, mas uma mulher nada esconde, de um amante verdadeiro”.

Atingindo homens e mulheres, as pessoas que possuem essa síndrome possuem características específicas de comportamento: são sedutoras ao extremo, gentis e têm como alvo pessoas “difíceis” ou “proibidas” de serem alcançadas.

Apaixonantes, deixam os outros encantados e, logo que percebem que conquistaram o que queriam abandonam o barco. Para eles, não existe sentimentos, nem envolvimentos emocionais. Há apenas uma busca, onde a conquista é a caça e o conquistador o caçador. Para eles é tudo ou nada. O “não” é visto como um desafio e quanto mais empecilhos tiver na história, melhor.

Imagino que, a essa altura, você tenha listado os nomes dos seus antigos relacionamentos atribuindo a eles todas as características dessa síndrome. Calma! Não é porque a pessoa sumiu do mapa que ela possui a síndrome. As pessoas perdem o interesse, o sentimento acaba, a paixão esfria e isso é normal.

Na verdade, não dá para entrar na neura de que só encontraremos pessoas assim. Se assim fosse, viveríamos em uma ilha com poucas pessoas. Precisamos da convivência, do afeto, do compartilhamento de ideias. Se o outro for uma pessoa má e egoísta, o problema é dele. Se ele fizer mal a você, o problema é seu.

Ninguém está livre de conhecer alguém assim. Na verdade, é bem provável que já tenhamos conhecido alguns. Mas não dá para ficar lamentando o mau caráter dos outros. As pessoas só nos machucam quando permitimos.

Não se cegue diante dos fatos. Não confie em quem ainda não conquistou sua confiança e não acredite em todos os elogios. É sempre bom lembrar que as pessoas se revelam pelas atitudes e não pelo que falam.

Você não precisa de galanteios para se sentir importante, nem de alguém para dizer o quanto é especial. O seu valor vem de dentro e não da opinião alheia. Entenda que estar com alguém deve ser uma opção e o que, realmente, importa é o que você quer para sua vida e não o que estão te oferecendo.

Existem mais pessoas boas do que más e elas fazem tudo valer a pena. Não desacredite no amor por causa dos maus. Cure-se quando te machucarem, feche seus ciclos para começar os novos e amadureça. A dor só terá importância, se você der esse poder a ela.

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Pamela Camocardi

A literatura vista por vários ângulos e apresentada de forma bem diferente.

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