O cotidiano não tem nós dois

O único presente que vejo é o que está no jornal ou no folhetim

O céu está nublado e aquele tempo entre nós se torna passado

O futuro é anunciado e rima facilmente com o fim

Entre notícias de crise política e econômica, o meu coração se fecha.

Tudo parece tão cinza lá fora e não difere do que há dentro de mim.

Não há motivos para tentar agora, pois agora só existe “Não” onde há tão pouco tempo havia “Sim”

Eu deixo o tempo passar, o céu mudar de cor, a lua mudar de fases sem que eu tente novamente.

Eu deixo você se afastar, eu me deixo silenciar, eu desisto de lutar por um “Nós” diariamente.

O cotidiano não tem nós dois.

Imagem de capa: Aleshyn_Andrei, Shutterstock

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Nat Medeiros
“Sou personagem de uma comédia dramática, de um romance que ainda não aconteceu. Uma desconselheira amorosa, protagonista de desventuras do coração, algumas tristes, outras, engraçadas. Mas todas elas me trouxeram alguma lição. Confesso que a minha vida amorosa não seguiu as histórias dos contos de fada, tampouco os planos de adolescência. Os caminhos foram tortos, íngremes, com muitos altos e baixos e consequentemente com muita emoção. Eu vivo em uma montanha-russa de sentimentos. E creio que é aí que reside o meu entendimento sobre os relacionamentos. Estou em transição: uma jovem se tornando mulher experiente, uma legítima sonhadora se adaptando a um mundo cada vez mais virtual. Sou apenas uma mas poderia ser tantas que posso afirmar que igual a mim no mundo existem muitas e é para elas que escrevo: para as doces mulheres que se tornaram modernas mas que ainda acreditam nas histórias de amor.”

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