Às vezes, somos tão transparentes que sequer nos enxergam…

Imagem de capa: solominviktor, Shutterstock

Das piores coisas que já me aconteceram você foi a melhor, ou vice-versa. Tanto faz, a ordem dos fatores não alteram o produto, mas a nossa matemática não foi tão exata assim. Aliás, a única coisa exata é que o que foi nunca mais será, visto que nem sequer chegou a ser.

Confuso, não é?! Só não é maior do que a bagunça que fizeste na minha mente, no meu coração. Entreguei tudo o que tinha, coloquei todas as cartas na mesa e, você, jogou todas ao chão. Depois de tanto joguinho se cansou da brincadeira, que pena, a que eu mais levei a sério.

Não estou me fazendo de vítima, muito pelo contrário, estou abrindo o jogo e sendo sincera, primeiramente, comigo mesma. Confesso que ainda não me acostumei com a ideia de te perder, mas pensando bem e relembrando o que vivemos, acho que nunca o tive por inteiro, apenas os fragmentos que você oferecia quando se sentia ameaçado. Ao contrário de mim, que me joguei de corpo e alma, fui até as últimas consequências e, tive que arcar com todas sozinha. Não, não é autovitimização, sempre quis deixar as coisas muito bem esclarecidas, só que eu fui tão transparente que você sequer me enxergou.

E, quer saber de uma coisa? Não me arrependo de nada, não há porque se envergonhar do que é verdadeiro, apesar de ter machucado um pouco. Mas, logo o sangramento estanca, a ferida cicatriza e toda vez que eu olhar para ela vou me lembrar que sobrevivi, além de não esquecer de me prevenir de pessoas como você. Pessoas que falam coisas bonitas, que tentam mostrar o quão experientes e conhecedoras são da vida, mas na prática, desmentem a si mesmas com as atitudes.

No final tudo se tornou uma breve experiência desconfortável, porém com um aprendizado enorme. Te conhecer, me fazer conhecida, apostei todas as fichas e as perdi uma por uma, enquanto você só ficava observando, calculando, analisando. Talvez eu tenha sido sua fonte de pesquisa favorita, mas você chegou a um denominador comum e deve estar em outra. Enquanto eu permaneço no mesmo lugar, do mesmo jeito que você deixou. Porém, essa sensação estática tem paralisado além da conta e, por isso, vou pagá-la, não sou de ficar devendo…

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Rachel dos Santos
Paulistana, porém mineira de coração. Viciada em música e sorvete, adora filosofar no facebook e compor canções que guarda a sete chaves. Estudante de jornalismo , pretende construir um mundo mais bonito por meio de seus escritos. Acredita que a simplicidade é a chave que abre a porta da felicidade. Sempre usa reticências no final das frases porque sente que sempre há um pouco mais a se dizer...

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