Ela é plural e isso faz dela singular…

Imagem de capa: Masson, Shutterstock

Menina, moleca, mulher. Ser tantas e, ao mesmo tempo, única. Tão simples que chega ser abstrato, relativos não é a praia dela, detesta meio termo. Com ela é assim, ou é ou não é, ou vai ou racha. Tempo é o bem mais precioso que ela possui e, por isso, desperdiçá-lo está fora de cogitação. Ela não perde tempo, investe.

Impulsiva, um pouco. Exagerada, também. Desastrada, por demais… Às vezes, de fases, outras, metódica, depende da hora. Pensa tanto no que falar, que só fala o que pensa. Para muitos, um enigma. Para outros, uma enciclopédia aberta, depende de como e de quem lê. Inteira demais para viver de metades, prefere que transborde do que falte. Por mais que doa escolhe sempre a verdade, pois aprendeu com a vida, que a ferida sempre cicatriza e o melhor analgésico é a realidade.

Pega, se apega e desapega no momento certo. Sabe muito bem a hora de deixar algumas coisas para trás, principalmente aquelas que a impede de caminhar pra frente. Quando percebe que o prazo de validade de algo está vencendo, parte pra outra, pois tem a consciência de que o consumo de coisas vencidas fazem mal à saúde, mesmo que, em alguns casos, só conseguimos perceber o tamanho do estrago à longo prazo.

Prima pela liberdade e faz dela seu lema de vida. Deixa todos livres para chegarem, partirem e ficarem, se quiserem. Após dar muitos murros em ponta de faca, aprendeu que tudo que tentamos prender em nossas mãos, mais cedo ou mais tarde, escorre pelos nossos dedos.

Vê no mundo a sua casa e não pretende ter endereço fixo. Há um universo desconhecido lá fora esperando para ser desbravado, descoberto e virar mais uma de suas inesquecíveis memórias. Afinal, é para isso que servem os momentos bons, para relembrarmos e revivê-los uma vez mais, dentro da gente, onde eternizamos tudo o que valeu a pena viver…

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Rachel dos Santos

Paulistana, porém mineira de coração. Viciada em música e sorvete, adora filosofar no facebook e compor canções que guarda a sete chaves. Estudante de jornalismo , pretende construir um mundo mais bonito por meio de seus escritos. Acredita que a simplicidade é a chave que abre a porta da felicidade. Sempre usa reticências no final das frases porque sente que sempre há um pouco mais a se dizer…

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