É hora de dar tchau

Já estamos em dezembro e parece que foi ontem que o “antigo” ano novo chegou. O verão de 2016 mal acabou e já estamos com a árvore pronta para esperar o Papai Noel.

Já é hora de fazer aquela retrospectiva do ano, sabe? Muito embora eu ache que todo momento pode ser utilizado para isso, é nesse período que a caixinha se abre para analisarmos o que vivemos e sonharmos o que vem por aí. Ou, quem sabe, retomarmos o sonho que parou no tempo – por conta do próprio tempo que se ocupou de outras coisas.

Essa paradinha é essencial para reavaliarmos tudo o que fizemos e o que fizemos daquilo que nos foi feito. É hora de redobrar a dose de esperança, de unificar as diferenças, de apertar o play para as músicas que deixamos na poeira da estante, aquelas que nos tiram do lugar para um balanço ritmado pela casa, que nos alegram a alma e que nos enchem de graça.

É o momento certo para sacudir aquela poeira que ainda incomoda os olhos, transformar o antigo sentimento doloroso da perda de alguém que amamos tanto, desfazer os nós daquela paixão deixada para trás, mas que ainda arrepia a espinha. É hora de acordar para a vida de uma vez por todas e terminar esse ano em uma cantiga de roda, no maior estilo “Ciranda Cirandinha” de mãos dadas com os de sempre.

Os de sempre aqui. Os de sempre juntos. Os de sempre dispostos. Os de sempre à postos. Os de sempre amigos. Os de sempre. É cantando bem alto que quero me despedir de 2016, é com abraços demorados que darei adeus a esse ano difícil, mas transformador. Que vá para as memórias da vida e que venham novos feitos, amores, acertos e parceiros.

Que vá para o memorial da superação toda e qualquer dor que tenha nos acometido o corpo e a alma. Que venham as novas conquistas para brilhar nossos olhos. Que vá para a caixa das lembranças todas as lágrimas, os choros, os desesperos (e foram muitos). E que venham os frutos de tudo que aprendemos com isso.

Do que ficou (…) quero apenas o aprendizado e a delícia infinita da viagem da aprendizagem. Quero saúde para o mundo, saúde física e moral, – a segunda é mais urgente, please! Quero amigos realizando sonhos e famintos por novas formas de sonhar – e comemorar os feitos. Quero casamentos, bodas de ouro, de prata, de vida. Brindes por qualquer motivo, por acordar, por trabalhar, por estar vivo!

Vá ano velho, mas vá de vez. De rastro, por favor, deixe só o que de bom me fez. E permita que o ano entre munido da esperança que alimentamos, com a beleza de espírito que cultivamos, com as saudades que lidamos, com os sorrisos que dedicamos e com tudo o que nos trouxe mais para dentro de nós mesmos.

2017 vai ser um espetáculo à parte. Meu, seu e de quem quiser que seja assim. A cada ano que passa, e não falo só por mim, nosso jardim se expande no horizonte da fé. E tudo o que aprendemos até aqui serviu para fortificar nossos pés. E tudo o que passamos até aqui é e sempre será sobre recomeçar.

Que 2017 seja um ano de amor ao próximo, de risos e gargalhadas sem fim, de violas e rodas de samba, de funk, de salsa, de bamba. Que sejam novos tempos, novos olhares, novos remos. Que a cada novo dia sejamos uma nova pessoa, mais bonita, mais querida, mais feliz. Quero ver você voar, sonhar, ser e estar vivo por dentro. Que seja uma nova existência. Que haja afeto, paciência, persistência.

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Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.

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