Aquela música que nos faz dançar

Aperta o play daquela música que a gente gosta, deita a cabeça no meu ombro e recosta, segura minha mão com a esquerda que a minha direita na tua cintura enrosca. E a gente dança até o sol raiar, até a lua chorar, até o céu estrelar. No balanço do Dó, o Ré pede um beijo, mas é no Mi que a gente festeja.

A voz doce do cantor que embala nossa história e transforma nossas horas em um baile feito para amar. Você e eu no ritmo da noite, meu coração faz pernoite no teu particular. E meu corpo arrepia só de sentir o rastro quente do teu respirar.

Essa louca mania de me tirar do chão e não recolocar. Não é culpa nossa esse amor vendido por anjos enlouquecidos – que juntaram nossos destinos em um eterno embalar. Dança amor, dança comigo mais essa e mais todas que ainda irão tocar.

O repeat já está ligado até daqui 50 anos ou o tempo que você quiser morar. Pode dizer que lhe deixo sem graça, sei bem como você disfarça a vontade insana de ficar. E também gosto do quanto se entrega depois da guerra interna que insiste enfrentar.

Adoro quando um suspiro declama o poema mais lindo. E quando esse mesmo suspiro desperta um sorriso tão lindo que só me faz acreditar: que nosso encontro infinito foi arranjado escondido pela luz do luar.

E a gente se ama contente, pois o corpo não mente quando decide ficar. E o beijo que começou esse enredo está longe de terminar. Me beija, amor, beija como se o mundo todo fosse acabar – e nosso amor o único a conseguir se salvar.

Bem mais do que seu peito, quero findar no estreito lado esquerdo da cama – só para ouvir que me ama ao acordar. Dança comigo, dança sem fim. Faz as malas da vida e se muda pra dentro de mim.

Ofereço o carinho mais doce e a calma da noite pro teu corpo descansar. Pode pousar no meu abraço que aqui já se faz laço só de te imaginar. Fecha os olhos em segredo, abre mão do bobo receio de se machucar.

O tempo é meu único anseio, pois me enche do medo de que não dê tempo pra gente sonhar. Porém, a certeza me acalma e grita em voz alta que um encontro de alma jamais vai findar.

Continua embalando teu corpo no meu que a nossa música recomeçou a tocar. E pelo jeito que canta, – e da maneira alegre que dança, aposto contigo que assim vai ficar: cabeça deitada no ombro, sorriso no canto da boca e uma vida inteira pra gente dançar.

COMPARTILHAR
Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Não estou muito preocupada com meus créditos, eu quero saber mesmo é do que me arrepia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.

DEIXE UMA RESPOSTA