A maior de todas as missões: a sua

Acredito que todos que estão aqui, aqui nesta dimensão, têm um propósito – que talvez ainda não conheçam. Propósito, destinação, serventia, sei lá, chamem como quiserem. Prefiro chamar de missão por entender que se trata da coisa mais importante que vim fazer no mundo. A minha missão é aquilo que me foi predestinado, é meu dom maior, é a minha intenção de vida e extensão no planeta.

Muita gente vai dizer que isso não existe, eu sei. Um dia também pensei dessa forma. E posso garantir que quem pensa assim não tem ideia do que está fazendo aqui. Tudo bem, tudo tem seu tempo e o tempo de cada um também tem uma razão de ser. O fato é que quando descobrimos (e aceitamos) nossa missão de vida: brotamos!

Fazendo isso, é para isso que acordamos todos os dias, estamos dizendo sim para o Universo, – esse cara genial que sempre conspira a nosso favor – se estamos ao seu dispor. Quando descobrimos nossa missão tudo o que acontece ao nosso redor floresce, padece, acontece.

A aventura é plena quando sabemos por qual razão nossa missão muda a vida das pessoas, – até mais do que a nossa. Quando assumimos a responsabilidade pelo nosso dom, e fazemos isso com amor, automaticamente chegamos aos corações com afeto, e naturalmente encontramos nosso lugar no mundo.

Se toda a viagem tem um destino, e essa é uma verdade absoluta, de que vale caminhar se for para chegar a lugar algum? Do que me adianta gastar os sapatos se não for para alcançar o que me faz caminhar? Lewis Carroll disse: “Se você não sabe onde quer ir, qualquer caminho serve”.

Vejo médicos trabalhando dia e noite, dormindo quase nada, exaustos pela carga pesada de um hospital ou pela morte de um paciente. Porém, se você perguntar por que ele faz isso ao invés de se ocupar de algo mais ameno, ele vai dizer: “porque é a minha missão”. Quando um professor entra na sala de aula para educar um aluno, ainda que ganhe tão pouco para fazer algo tão grandioso, pode ter certeza que ele também está realizando a sua missão.

Ainda que a exceção exista em todos esses casos, e elas existem, quando um policial chega em casa agradecendo por estar vivo após uma longa jornada de combate ao crime, pode apostar que, mesmo cansado, ele sabe que está exercendo seu propósito de vida. Se um bombeiro entra no mar para salvar uma criança, se o padeiro faz o melhor pão do bairro, se o alfaiate costura linha por linha aquele terno que só ele faz, e por aí vai… estão todos fazendo aquilo porque foram predestinados a isso.

E por mais que o dinheiro não compense, que o cansaço não se ausente, que a família reclame, que venha o sono, que venha a fome – junto do desânimo que consome, ainda assim, eles responderão que é para isso que vieram ao mundo. Quem conhece o real sentido da sua vida, também descobre que os desafios e obstáculos só existem para serem vencidos. E aí, meu amigo, eles vão lá e fazem o que precisa ser feito.

Não se desespere se você ainda não sabe para o que veio, e também não se entregue ao comodismo que isso provoca. Fazer algo que você não gosta vai lhe gerar tudo, menos satisfação. Se você sai todos os dias de casa querendo voltar o quanto antes, se não reconhece o que seu trabalho causa de bom nas pessoas ou, sei lá, se não está brilhando o olho, pare e pense, pois certamente você ainda não conhece a sua missão.

Olhe para dentro, converse com os amigos, busque respostas, experimente outras sensações e peça ao Universo que lhe diga o destino. Se você souber onde deve chegar, também vai saber como deve caminhar.

Ao descobrir sua missão: vá. Vá com medo, vá no susto, vá como for, mas vá. Fazendo isso, amigo querido, você vai deixar tantas sementes pelo caminho, vai carregar tantas “gentes” contigo, vai ver cores, sabores, amores. E, assim, fará o bem pelo simples fato de estar fazendo bem o talento que lhe foi concedido. Entenda isso como uma oportunidade e agarre-a.

Seja qual for a sua função no mundo: abrace-a com todo o amor que há no seu peito.

O Universo agradece. O Universo recompensa. O Universo compensa.

E você?

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Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Não estou muito preocupada com meus créditos, eu quero saber mesmo é do que me arrepia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.



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