Só é amor quando soma

Acho tão bonitinho quando vejo uma pessoa ressaltando as qualidades do parceiro. (mesmo com um certo exagero) ‘Ele é bom nisso, é fera naquilo, especialista em tal coisa’.

Porque amor é isso, né? Acrescentar, colocar a autoestima do outro lá em cima, vibrar pelas conquistas dele, torcer pra que ele vá cada vez mais longe, que alcance seus objetivos, que se dê bem na vida.

Aí eu vejo namorados discutindo o tempo inteiro porque não se acostumam com o jeito do outro, não aceitam as manias, têm ciúme de tudo que o outro gosta, querem moldar a outra pessoa e fazer com que ela se transforme em tudo aquilo que um dia sonhou em alguém.

Gente que não ama o que o outro é mas as expectativas que criou sobre ele.

Gente que tenta diminuir o namorado com medo que ele se sinta seguro demais a ponto de ‘encontrar alguém melhor’ e partir.

Amor é admiração, minha gente. É apoiar o outro, aplaudir suas vitórias e diante da derrota não deixá-lo desanimar porque acredita que em algum momento ele chegará lá.
Amor é respeitar as vontades do amado, é cuidar pra não magoá-lo, é ser sua maior fã.

Todo resto é posse, é doença, é carência ou ilusão.

E depois de tantas histórias vazias e doentias eu aprendi: Só é amor quando soma.

E como eu sempre digo: que a gente nunca se conforme com a infelicidade por medo da solidão.

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Karla Tabalipa
Feminista em (des)construção, mãe do Pedro, viciada em filme água com açúcar e literatura. Estudante de Letras, Leitora compulsiva de blogs (principalmente os feministas) e apaixonada por Virginia Woolf, Sylvia Plath, Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu e Hemingway. Ouço mil vezes a mesma música, sinto milhares de vezes a mesma saudade e coleciono muitos nós na garganta, palavras não ditas (porém escritas e reescritas) e culpas que não são minhas. Das perdas mais dolorosas que sofri, me perder de mim foi a pior delas. Mas aos trancos eu aprendi que eu sempre me reencontro, me refaço e (me) recomeço, leve o tempo que levar.



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