Ainda prefiro ser imperfeitamente eu, e não agradar a todos, do que fingir perfeição e conquistar o mundo

Foi-se o tempo em que eu seguia à risca a cartilha de como ser um exímio ser humano. Uma amiga sempre presente para qualquer hora, uma companheira que anula a si mesma para deixar o outro bem.

Uma colega de trabalho sempre a postos para ajudar, aquele tipo de pessoa que se esforça para ser bem-quista, aceita e sempre agradável.

Foi-se o tempo em que eu dizia SIM para o mundo todo e vivia em eterna negação para comigo.

Hoje, se você é meu amigo, pode continuar a me procurar para batermos papo, ligue-me quando quiser, a diferença é que eu aprendi a me priorizar, e quando EU não estiver legal ou não puder atender, eu também vou lhe dizer. Cansei de sorrir para o mundo com o coração em pedaços.

Cansei de me abandonar para as vontades de alguém satisfazer.

Cansei de ir sem querer… de aceitar convites por mera cortesia.

Cansei de me diminuir para caber nas minúsculas brechas que arduamente tenho que cavar, na vida de alguém que nitidamente não me quer lá.

Cansei de diminuir meu tom para deixar o outro sobressair. Cansei de me fechar porque o outro não dá espaço para eu me abrir.

Não faço mais esforço para me manter ao lado de quem quer correr sozinho. Respeito meu ritmo.

Não fico mais adaptando todo o meu mundo para trazer qualquer pessoa que seja para o meu ninho.

Quer estar? Ótimo! Não quer?! Fique à vontade para seguir seu caminho.

Eu já não mudo a minha rota por qualquer sorriso bonito, nem por qualquer esmola de carinho.

Estou aqui pra você, na mesma proporção que você está aqui para mim. Nem a mais, nem a menos.

Estou aprendendo as maravilhas da reciprocidade, e a não me doar inteira para quem oferece só metade.

Não faço mais questão de ser gentil e bacana com quem eu não simpatizo, abri totalmente mão das convenções e regras, limito-me ao respeito porque eu fui criada assim.

Não forço mais a barra para ser aceita. Se você gosta de mim, ótimo; se não gosta, também está tudo certo.

Com o tempo a gente se dá conta de que nem todo mundo precisa ser nosso amigo e também aprende a não perder nosso precioso tempo com qualquer desafeto.

Gasto minha energia hoje com o que me faz feliz! Cerco-me de gente que faz questão de me ter por perto.

Parei de manter nas minhas redes e na minha vida gente que não torce pelo meu bem, que está sempre pronto para falar mal de tudo. Que adora o insucesso alheio para se sentir superior.

Tampouco vou fazer tipo para conquistar quem quer que seja. Chega de maquiar tanto o rosto, os desejos e as verdades. Estou me alforriando, dando-me total liberdade.

Ainda prefiro uma loucura sincera a mil sensatezes falsas. Ainda prefiro lágrimas sinceras contidas a sorrisos falsos escancarados. Ainda prefiro guerra declarada à amizades forjadas.

Ainda prefiro ser, imperfeitamente eu, e não agradar a todos, do que fingir perfeição e conquistar o mundo.

Personagem só cai bem no teatro. Na vida real, eu prezo muito a realidade.



LIVRO NOVO



Carioca, criada na Bahia, quase paulistana e atualmente moradora de Porto Seguro-BA. Mãe de duas garotinhas lindas, geminiana, ascendente em Câncer e uma eterna sonhadora. Quando me perguntam, sempre brinco com as pessoas, dizendo que eu não sou escritora, apenas passo para o papel o que a minha alma dita. Por tanto, o mérito é dela! Sou aficionada pelas palavras, desde que me entendo por gente, quer dizer, na verdade, até hoje não me entendo direito por gente, mas amo as palavras desde que as conheci e que elas começaram a fazer sentido pra mim.

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