Uma colisão que chocou São Paulo no último fim de semana deixou uma família devastada e uma série de questionamentos sem resposta. Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, um motorista de aplicativo, perdeu a vida em um acidente envolvendo seu veículo e um Porsche 911 Carrera GTS, avaliado em mais de R$ 1 milhão. O episódio ocorreu nas primeiras horas do domingo, na zona leste da capital paulista.
A incredulidade diante da tragédia ainda paira sobre os familiares de Viana, que mal conseguem assimilar o ocorrido. Em meio à dor e à perplexidade, surge a expectativa por justiça. Fernando Sastre de Andrade Filho, de 24 anos, empresário e condutor do Porsche envolvido no acidente, se entregou às autoridades na tarde de segunda-feira, quase 40 horas após o ocorrido.
Andrade Filho enfrenta acusações graves e a Polícia Civil já solicitou a decretação de sua prisão temporária. Sua advogada, Carine Acardo Garcia, declarou que seu cliente está em estado de choque diante da situação.
Enquanto isso, a família de Ornaldo da Silva Viana enfrenta a difícil tarefa de lidar com a perda. Em meio ao sepultamento do ente querido em Guarulhos, na Grande São Paulo, seu filho, Lucas Morais, expressa a dor e a indignação: “Meu pai não merecia essa crueldade”.
Segundo relatos de testemunhas à Polícia Civil, o empresário conduzia o veículo de luxo em alta velocidade, ultrapassando o limite permitido na avenida de 50 km/h. O acidente resultou em uma colisão violenta, levando os dois veículos para o canteiro da via e causando a queda imediata de energia elétrica no quarteirão.
Diante da tragédia, surgem questionamentos sobre o procedimento das autoridades no local do acidente. Lucas Morais pondera: “Por que não fizeram o bafômetro? Por que liberaram ele (o motorista do Porsche)? Não entendo muito de lei, mas não podem liberar ninguém depois de um acidente daquele”.
A Polícia Civil está investigando as circunstâncias que levaram os policiais militares presentes no local do acidente a liberarem o empresário, que só se apresentou às autoridades após quase dois dias. No registro da ocorrência, consta que a mãe de Andrade Filho alegou que levaria seu filho para receber atendimento médico devido a um ferimento na boca, porém, quando os agentes foram até o hospital para colher seu depoimento e realizar o teste do bafômetro, ele e sua mãe não foram encontrados.
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