crítica social

Pescadores se tornam ‘catadores de rio’ e sobrevivem coletando recicláveis

Os pescadores de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro foram extremamente afetados pela poluição dos rios Sarapuí e Iguaçu, que ficam no entorno do Jardim Gramacho e deságuam na Baía de Guanabara. O lixo na água atingiu níveis tão grandes que os trabalhadores se tornaram ‘catadores de rio’ e não vivem mais de peixe.

“A gente parou de catar caranguejo para catar material reciclável, esse que a gente vê limpinho. Nem todo material reciclável todo mundo quer comprar não. Porque tem lama, a gente tem que perder tempo pra lavar. Tem garrafa PET suja, mas eles querem a limpinha”, conta Gilciney Lopes Gomes, presidente da Colônia de Pescadores de Caxias.

Gilciney disse que consegue juntar cerca de 30 quilos de material a cada 15 dias. Porém, a renda dos pescadores não continua a mesma. Com os pescados, a renda média já chegou a quase R$ 1 mil por semana mas hoje, com o recicláveis, gira em torno de R$ 300.

 

“Normalmente eu venho catando latinha, plástico, pelo menos para comer. As contas, tá tudo atrasada. Tá difícil, não quero isso para os meus filhos mais. Eu vou me aposentar agora, não sei se vai ter obstáculo, mas essa vida não dá mais”, lamenta um dos pescadores, José Vitor do Nascimento Raimundo.

Os trabalhadores geralmente pegam os plásticos no manguezal. Principalmente depois de chuvas ou da subida da maré, que levam o lixo até a área de mangue.

“Algumas, eu pego com puçá e jogo dentro. Mas algumas têm lama, aí tem que meter a mão na água e lavar. Aí, você já tá se contaminando ali. E dentro dos manguezais também quando a gente tá armando as armadilhas pra pegar o caranguejo, a gente vê e vai jogando dentro da sacolinha. Chega em casa, vai juntando e final de semana vai vender”, explica o catador.

Na região, as empresas que compram material reciclável pagam R$ 8 no quilo da latinha de alumínio e R$ 1,80 na embalagem plástica de material resistente. Em média, um pescador costuma catar cerca de 2 a 3 quilos de latinha por dia. Um quilo de latinha significa pescar 70 unidades do material no rio.

Foto de capa: Marcos Serra Lima/g1

Com informações de G1

A Soma de Todos Afetos

Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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  • Tomara pescadores sejam para sempre efetivados na função de catadores de recicláveis e deixem os peixes e caranguejos em paz e vivos, porque, veganos sabem mas outros não, que peixes e caranguejos sentem dor quando matam eles. Garrafas pets e latinhas, não sofrem nadica de nada, pelo contrário, até gostam quando reciclam elas.

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