Às vezes, tudo o que a gente precisa é de alguém que insista. Alguém que quebre nossas armaduras, derrube nossos muros, destrua nossos escudos, nos estenda os braços e autorize nosso salto no escuro. Às vezes, tudo o que a gente precisa é de alguém cujos medos não sejam maiores que os nossos. Alguém que não desista. Alguém que insista.

Às vezes, tudo o que a gente quer é alguém que não esteja tão confuso quanto nós estamos; e que, de alguma forma, nos assegure que não irá soltar nossa mão, nem fugir, e voltar, e novamente fugir… simplesmente porque tem medo de sangrar, rasgar, sentir, quebrar, fragilizar-se, remendar-se e revelar-se.

De vez em quando, a gente só quer alguém que diga que tudo vai ficar bem. Alguém que nos olhe com ternura e termine a frase com aquele “se cuida” carregado de doçuras escondidas. “Se cuida” (te quero tão bem). “Se cuida” (você é linda (o)). “Se cuida” (prometo que sempre estarei aqui). “Se cuida” (quero cuidar de você).

Nem sempre é fácil. Nunca é só bom. Muitas vezes é bem difícil. Outras vezes é quase impossível. Mas a gente pode tentar. Pode arriscar. E, mesmo tentando, pode dar errado. Mas será um errado tão suado, tão insistido, tão desejoso de ter dado certo… que compensa todo o resto. Nem tudo resiste. E nem por isso deixa de ser belo.

Algumas noites nascem para serem bonitas na memória, não no dia a dia. Algumas noites nascem para serem breves no tempo, mas imperecíveis na lembrança. Algumas noites serão sempre as noites para onde desejaremos voltar, não importa como. Não mate a noite dentro de si. Deixe que ela brilhe, cintile, arda… e te queime. Só depois adormeça…

Hoje eu queria alguém que não tivesse medo de saltar comigo. De queimar. De viver. De amar. Alguém desejoso de arriscar-se a ponto de doer-se, de fragilizar-se, de estar à flor da pele, de tornar-se vulnerável. Alguém que não tivesse medo de chorar, de transpirar, de arriscar um pouco mais seu coração, correndo o risco de despedaçar-se, mas nunca… nunca de viver pela metade, apostando só uma parte, negando a totalidade de sua emoção.

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Fabíola Simões
Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

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