Bo Hooper, de 23 anos, tem que “compartilhar seu corpo” com diversas personalidades como um menino de 13 anos, uma menina de 5 anos e até uma senhora de meia-idade que tem um temperamento ruim.

Isso é o que acontece com o filme “Fragmentado”, no qual o protagonista apresenta o Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI) ou Transtorno de Personalidade Múltipla (TPM) que é uma psicopatologia dissociativa pós-traumática complexa e crônica caracterizada por distúrbios de memória e identidade, podendo variar pelo menos de dois ou mais estados de personalidade distintos.

O caso de Bo é um pouco mais complicado, porque ela tem 25 estados de identidade diferentes. A jovem é britânica e acabou de concluir seus estudos e está à procura de emprego, tendo o apoio de seu companheiro.

Bo Hooper / Facebook

Entre as personalidades, está um garoto de 13 anos barulhento chamado Toast. Há também uma mulher de meia-idade que está sempre de mau humor e que se chama Texas. A pequena Layla, uma menina de 5 anos que se ressente de ser vista como mulher. E não esquecendo a adolescente atrevida, Tracey, que uma vez beijou um homem por um cigarro, enquanto Bo nem sequer fuma.

Bo Hooper / Facebook

“Todo mundo gosta de uma comida diferente, um deles pediu peixe em um restaurante uma vez e eu não gosto de peixe (…) Toast gosta de roupas muito largas e Layla gosta muito de coisas rosa e femininas, enquanto eu gosto de tons bem terrosos e roupas confortáveis ( …) Uma vez eu estava em um parque de diversões em uma monstanha russa e me separei de todos e não conseguia me lembrar de nada… Só me lembro de ficar tonta depois. Acho que foi a adrenalina, foi o meu instinto porque senti que podia estar em perigo”, conta a identidade principal, Bo Hooper , ao Metro.co.

Bo Hooper / Facebook

Essas várias personalidades podem se apresentar por minutos ou algumas podem até durar dias. A jovem começou a perceber o transtorno quando tinha 14 anos , quando o Texas, uma de suas identidades, começou a incomodar seus amigos porque os odiava.

Apesar de todo o caos de viver com esse transtorno, Bo tem conseguido avançar nos estudos e ter um companheiro, Casey, de 22 anos, que por vezes tem de esperar que a namorada volte ao seu corpo.

“Toast gosta de brincar e tem uma relação muito fraternal com Casey. Às vezes Casey entra na sala, me pergunta se eu quero uma xícara de chá, me chama de ‘querida’ e um menino de 13 anos responde e o chama de ‘amigo’ ou ‘irmão'”, relata a jovem.

Além da predisposição genética, acredita-se que a causa também pode ser um trauma psicológico durante a infância. Esse trauma psicológico pode envolver, estresse intenso, capacidade dissociativa (incluindo a habilidade de não relacionar memórias, percepções ou identidades conscientemente), falta de compreensão ao enfrentar situações limites na infância e falta de proteção frente a situações limites, também na infância. Em cerca de 90% dos casos verificam-se antecedentes de abuso infantil, estando os restantes casos associados à experiência da guerra ou problemas de saúde durante a infância.

Estima-se que o TDI afeta cerca de 2% das pessoas hospitalizadas com problemas mentais no mundo. O tratamento geralmente consiste em cuidados de apoio e aconselhamento psiquiátrico.

Com informações de UPSOCL e BrainLatam

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1 COMENTÁRIO

  1. Fico pensando naquela mãe de família com cinco bocas para alimentar, desempregada e com o marido “fazendo alguns bicos” só de vez em quando, se vai encontrar espaço no seu barraco pequeno e pobre para alojar mais uma personalidade além da sua, miserável e sofrida mas, graças a Deus, apenas UMA.

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