“A homossexualidade não é natural para os ugandenses, mas houve um recrutamento massivo de homossexuais nas escolas, especialmente entre os jovens, onde eles estão promovendo a falsidade de que as pessoas nascem assim”, disse o Ministro de Ética e Integridade. Triste alguém declarar isso. Muito triste.

Pessoas LGBTI e especialmente homossexuais, nas últimas décadas, conquistaram importantes avanços no mundo no que diz respeito ao reconhecimento, tornando-se visíveis e respeitadas em seus direitos. Mas há países que parecem seguir o caminho oposto. Como em Uganda, por exemplo, a homossexualidade novamente se torna o foco do debate, depois que o governo anunciou que, em poucas semanas, um projeto de lei vai condenar a pena de morte os homossexuais.

Ministro de Ético e Integridad | Shutterstock

A legislação é conhecida como “Mate os gays”, que, como o próprio nome diz, destina-se a punir severamente aqueles que cometerem atos internos e relacionados ao que significa a homossexualidade. Isso em um país que já é conhecido por ter algumas das leis mais proibitivas do mundo em termos de pessoas LGBTI. Em Uganda (como em outros países da África), as relações entre pessoas do mesmo sexo são consideradas tabu e o sexo gay é um crime que acarreta punições que começam com a prisão.

A declaração completamente preconceituosa e perigosa do primeiro ministro de Uganda aconteceu depois do início deste ano em Brunei e provocou uma manifestação mundial depois do governo impor a pena de morte como punição contra o sexo gay, o que forçou ao próprio governo a recuar após críticas e o boicote internacional como método de protesto. Enquanto isso, o presidente de Uganda, Yoweri Museveni, está tranquilo por saber que ele tem amplo apoio de pelo menos parlamentares.

“A recuperação de legislação contra homossexuais invariavelmente levaria a um aumento na discriminação e atrocidades”. – disse Zahra Mohamed, da instituição de caridade Stephen Lewis, de Toronto. Um daqueles que se opõe fortemente a essa lei mortal.

Wikimedia

O projeto será apresentado nas próximas semanas e sua votação deve ocorrer antes do final deste ano.

Informações do site UPSOCL

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