Estarmos próximos de pessoas que nos deixem à vontade, estarmos tranquilos em ser quem somos, assumirmos nossas vulnerabilidades, medos, inseguranças…

Termos certeza que estas pessoas não nos julgarão, e também que quem somos não mudará o que sentem por nós, não ficarão perplexos, nada será alterado, a qualidade do afeto, da amizade, do amor serão sempre os mesmos.

Em alguns momentos temos dúvidas, somos antagônicos, imperfeitos, e não precisamos nos envergonhar disso.

E quem é perfeito?

Como é libertador assumirmos para as pessoas que nos relacionamos nossa condição humana, defeitos, dificuldades, o quanto ainda não nos conhecemos direito, que estamos em construção. Assumirmos o quanto somos fortes e frágeis, doces e amargos. E principalmente assumir tudo isso para nós mesmos.

Sabermos lidar com as nossas fraquezas, as nossas sombras sem desqualificarmos aquilo que possuímos de maravilhoso, lindo. Que uma coisa não elimina a outra. Estarmos confortáveis com a nossa imperfeição, aceitarmos ela, sem ficarmos nos criticando por isso. Aceitação total as nossas condições, limitações.

A perfeição não é deste mundo. Vamos entender isso de uma vez por todas. Todos nós somos inacabados, estamos nos construindo a vida toda. Que possamos nos divertir um pouco neste processo. Não sermos tão severos conosco.

Entendermos que estamos nos esforçando para melhorarmos mas a necessidade de termos paciência, amor, alegria no processo da nossa construção. Tanto de nossa parte quanto de todos que nos cercam.

Aceitarmos, entendermos de dualidades, antagonismos humanos e respeitarmos as nossas condições e dos outros. As relações, quaisquer que sejam elas é uma arte e a possibilidade de aceitarmos o outro e a nós mesmos como somos.

Sabermos que somos frágeis que somos indivíduos e nos construímos, reconstruímos a partir de nós mesmos, mas existe sempre a influência de todos, cultura, meio social e principalmente de quem está próximo intimamente.

A vida sempre nos coloca próximos de pessoas importantes para nossa evolução, desenvolvimento, porém é necessário termos cuidado porque muitas pessoas são julgadoras, críticas, não conseguem respeitar o universo do outro e enxergam tudo de forma limitada, egoísta, centralizadora, equivocada. Onde não existe acolhimento e respeito total ao universo do outro. Estas pessoas não acrescentam, ao contrário.

Viver próximo a pessoas que nos acolhem, nos brindam com sua doçura e mesmo que não nos entendam, respeitem totalmente o nosso Ser, e nos deixam livres para nos movimentarmos de acordo com nossas possibilidades, limites.

Um brinde a estas pessoas que nos ajudam a nos libertarmos do peso das máscaras e disfarces sociais, que nos deixam livres para sermos em essência, quem somos.

Foto de Dominik Vanyi em Unsplash

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Patricia Tavares
Sou Psicóloga e Reikiana nível 2, trabalho há 20 anos em consultório com psicoterapia, hipnose clínica. Já trabalhei em hospital, núcleo de violência da mulher. Acredito na vida, no amor, nos bons sentimentos, no perdão, na beleza da alma, na superação, no ressignificar, na humanidade. Adoro escrever e falar sobre sentimentos, superações, motivar pessoas, conseguir promover o melhor, despertar o que possa ser maravilhoso em cada um de nós e libertar pessoas de suas prisões emocionais, com uma nova e especial forma de viver, independente dos acontecimentos da vida.

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