Em muitas ocasiões nos concentramos nos erros que cometemos na vida e, no entanto, esquecemos facilmente o bem. Nossa vida é cheia de bons momentos que esquecemos quando olhamos para trás e nos concentramos apenas nos maus.

A verdade é que contar os momentos importantes ou os detalhes que marcaram nossas vidas não é uma tarefa fácil. Nossa memória funciona de forma seletiva, escolhendo as memórias que você quer manter e aquilo que você finalmente esquece.

As memórias da nossa vida

As lembranças são aquelas imagens, palavras, cheiros, sensações e emoções que mantemos em nossa mochila. Podemos transportar uma carga muito pesada ou, pelo contrário, bagagem leve. O ruim é não andar com uma carga grande, o ruim é sentir seu peso.

Sentimos um grande peso quando trazemos à memória as pesadas pedras da culpa, tristeza e fracassos. Sentimos um peso leve quando sabemos que carregamos tudo isso, mas preferimos nos sentir bem com a mochila. O ruim é não andar com uma mochila de lembranças, o ruim é sempre escolher o peso mais pesado.

Temos que ter em mente que nossa memória e nossa mente são maravilhosas, mas, às vezes, também traiçoeiras. Nossa mente pode nos enganar e recuperar memórias distorcidas ou lembrar delas pior do que realmente eram. Além disso, sabemos que nosso estado emocional tem uma influência muito significativa nas informações que recuperamos em nossa mente. Se nos sentimos mal, nos lembramos mal.

A vida é escolher o bem para poder enfrentar o mal

Sabendo que a nossa memória nem sempre funciona da melhor maneira, o melhor que podemos fazer é levar isso em conta quando nos descobrimos lembrando cenas que se repetem repetidas vezes e não fazem nada além de nos prejudicar. Pense na sua memória e faça uma análise mais objetiva das suas memórias.

Também é essencial ter em mente que na vida nem tudo sempre sai como gostaríamos e que os erros fazem parte do aprendizado. Você é o que você é e chegou até aqui pelo que aprendeu.

Todas aquelas perguntas de “e se … eu tivesse feito”, “e se … eu tivesse dito”, “e se … eu não tivesse ido”. São possibilidades, caminhos que não tomamos por algum motivo. Colocar soluções alternativas e culpar a nós mesmos por não tê-los levado prejudica nosso presente.

Pense no caminho que você deixou e com quais lembranças você quer adicionar à mochila da sua vida. A jornada não termina até sairmos e a memória é apenas parte da rota. Ande para frente, ainda há memórias para adicionar em sua biografia.

A biografia da sua vida

Nós somos apenas rascunhos. Esboços semi-acabados que delineamos com nossas experiências, pensamentos e emoções que associamos a eles. Não deixe sua biografia ser escrita com rancor. Construir nós mesmos não é uma tarefa fácil. Requer tentativas, sucessos e quedas, mas a vida não é apenas um teste com apenas uma resposta. Ninguém nasce sabendo viver plenamente.

Uma boa maneira de organizar nossa biografia é expressá-la. Escrever, pintar, cantar, tocar ou mesmo construí-lo com as mãos é uma das melhores maneiras de expressar o que somos. A expressão artística é uma das melhores maneiras de expressar sua biografia.

Aproveitar as coisas boas da vida para enfrentar o mal é aceitarmos a aceitar o que vivemos. E esse é o maior presente que podemos fazer para chegar ao fim do caminho sendo nós mesmos.

Fonte indicada: La Mente es Maravillosa

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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