As pessoas não são mais as mesmas. A empatia, o carinho e a sensibilidade deram lugar a sentimentos frios, rasos e egoístas, influenciando relacionamentos sociais de forma assustadora.

Quando falamos em pessoas rasas não nos referimos apenas aos relacionamentos amorosos. Incluímos, aqui, todo o tipo de relação social, estabelecida ao longo da vida, que sofre com a falta de empatia, de amor e de respeito ao próximo.

A sociedade mudou drasticamente e isso pode ser comprovado nas relações atuais. Talvez pela correria do dia a dia ou pela própria natureza humana temos permitido que nossos relacionamentos tornem-se superficiais e desinteressantes.

Vamos aos fatos que comprovem isso: quantos minutos do seu dia você dedica para escutar (verdadeiramente) alguém? Quantos “bom dia, tudo bem?” você disse apenas como saudação e não por se preocupar com a dor do outro? Quantas situações você se manteve “neutro” para não entrar em confusão?

Quantas vezes você começou um diálogo impondo a sua opinião com verdade absoluta (e note que quando alguém tenta, a todo custo, impor suas convicções, perdemos o interesse do diálogo e fazemos apenas o papel de ouvinte passivo)?

A verdade que não queremos admitir é que, em algum momento da vida, perdemos nossa empatia e o prazer da conversa genuína. Não temos mais “tempo” para o “olho no olho”, para as risadas despretensiosas e para happy hour de sexta-feira. Estamos fechados em nossos círculos de egoísmo, ganância e superficialidades e a dor alheia não nos toca mais como deveria. Mas, sabe de uma coisa? Ainda dá tempo de mudar essa história.

É possível conversar de peito aberto, conhecer a história do outro, aprender com as experiências de cada um. É possível sair de “cima do muro” e tomar um posicionamento diante dos fatos. É possível defender um amigo e ajudar um estranho sem plateia. Sim, é possível!

O poder da empatia vai além do que os olhos podem ver. A empatia como dizia Flávio Giovake, “é muito diferente do que se colocar no lugar do outro. Trata-se de entrar na alma da outra pessoa, descobrir como ela funciona e, por alguns minutos, vivenciar as coisas sob aquele ponto de vista”.

Então, por hoje, deixe de ser ou de estar com pessoas rasas. Valorize seu tempo e sua história e permita-se mergulhar profundamente nas relações. A vida torna-se muito mais interessante quando mergulhamos de cabeça e nadamos livremente.

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Imagem de Sarah Richter por Pixabay

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Pamela Camocardi
A literatura vista por vários ângulos e apresentada de forma bem diferente.

1 COMENTÁRIO

  1. Atualmente as pessoas estão carentes e emocionalmente frágeis, necessitando de um ombro amigo, mas ao mesmo tempo não se confiam umas às outras para não sofrer decepções. Contradizem-se porque, ao mesmo tempo que necessitam de atenção, não acreditam na sinceridade da mão estendida, do beijo fraterno e do abraço sincero. No entanto é urgente derrubar fronteiras e cercas a fim de fazer de territórios e limites, um espaço aberto, onde todos plantem e colham os mesmo frutos e flores, sem desperdícios e ambições, é essencial conseguir chegar ao coração do outro, confiando nele, sem temer mal entendidos e más interpretações .É preciso dar o primeiro passo para entender quem sofre, alimentando o faminto de alimento ou atenção sem questionar quem é, de onde vem e o que faz e, ainda que não nos compreenda, mesmo que nos rejeite e nos recuse, voltemos de alma limpa, sem rancor ou mágoa para ser feliz de novo, sem um leve arranhão e nenhuma lágrima.

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