Segundo o dicionário, frustração é um sentimento, uma emoção que ocorre quando algo que era esperado não ocorreu. É um substantivo feminino que nomeia o ato ou o efeito de frustrar-se, de não ter o seu desejo satisfeito. Do latim frustratione (deixar sem efeito).

Assim, nos sentimos frustrados quando algo que estava planejado não acontece ou acontece de forma diversa a que havíamos planejado. Faz parte da vida fazer planos, ter sonhos, estabelecer metas, faz parte criar expectativas, portanto, lidar com a frustração também deveria ser algo comum. Mas, nem sempre é. Temos dificuldade em administrar o que sai fora do nosso controle porque gostaríamos que o nosso script se cumprisse exatamente como escrevemos.

Porém, não se cumpre. Aquele relacionamento que investimos todas as fichas acaba, aquela promoção no trabalho que batalhamos tanto não se cumpre, aquele resultado que almejamos na corrida não acontece, aquele cargo público para qual estudamos tanto para conseguir não se torna realidade… Frustrar-se deveria ser tão comum quanto criar expectativas, mas geralmente não tratamos com tanta naturalidade.

Por outro lado, só se frustra quem tem sonhos, quem quer ir além de onde está, quem luta pra atingir algum objetivo, quem se propõe a alcançar aquilo que ainda não tem. Não se frustra quem se acomoda, quem se contenta com o que já tem, quem não deseja ir além. Frustração é o preço que se paga por ter sonhos, então não tem mal algum admitirmos que algo não saiu conforme o que tínhamos planejado. Não podemos ter controle sobre tudo que nos cerca, não podemos esperar que todas as nossas expectativas se cumprirão.

Viver é lidar com imprevistos, com quedas, com decepções, com recomeços. Viver é continuar fazendo planos, mesmo sabendo que muitos deles não se cumprirão. Viver é saber improvisar um novo começo quando o que foi sonhado não se concretizou. Viver é aceitar o que nos acontece, acolhendo os imprevistos, lidando com as frustrações, aprendendo com os erros.

Se a frustração é proporcional ao tamanho dos nossos sonhos, que continuemos sonhando e nos frustrando.

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Josielly Pinheiro Westphal
"Psicóloga de vez em sempre, organizada de vez em nunca. Escreve sobre coisas aleatórias e em momentos mais aleatórios ainda. Tem mania de observar tudo ao seu redor, mas tem opinião formada sobre bem poucas coisas. Aprendiz na arte de encerrar ciclos e de se abrir para novas experiências. Acredita em Deus e nas pessoas. Gosta muito do mar, de sol, da família, dos amigos. Corre, malha, faz trilha, come e bebe quando tem vontade. Sensível e durona, teimosa e manhosa: HUMANA.

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