Olhando superficialmente, a “falta” e a “saudade” são sinônimos. Mas não são. A “falta” é um sintoma da dependência que a gente tem por algo ou alguém. A gente sente falta daquilo que nos apegamos e desejamos possuir. A “falta” machuca, consome, corrói a gente gradativamente, ou de uma vez… Numa pancada só. É muito fácil confundir elas, principalmente quando se trata de alguém que foi embora de nossa vida.

A “falta” é uma carência. Já a “saudade” é um reflexo do amor que possuímos; porque o amor não se acaba, talvez muda para uma outra forma de amar. Mas não acaba. A gente sente saudades porque aquela pessoa foi importante em nossa vida. Por um período longo ou curto, não importa… uma vez que as saudades não diz respeito a contagem dos dias, mas o quão profundo a raiz dos sentimentos adentraram na gente. É incontável.

A “saudade” é um querer bem independente da presença física, da proximidade, da companhia rotineira. É um querer bem sincero. É uma manifestação do amor que existe na gente. Tenho saudades de pessoas que nunca me esquecerei, porém não tenho falta delas. Quero a elas muito bem; entendo que o nosso ciclo foi concluído e, deixamos, um no outro, aprendizados, experiências, lembranças. Saudades. Muitas saudades.

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Luverlandio Silva
Nasceu no Piauí e cresceu em São Paulo, mora atualmente em Santo André – SP. Apaixonado pela área de exatas, mas tem o coração nas artes e escrita; trabalha e defende o meio ambiente e, as causas naturais: sentimentos; afetos; amor.

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