O que falar da vida, que como já disseram, vem em ondas como o mar e a cada instante nos permite mudar? E se não mudamos, é ela que se transforma e nos resta apenas nos adaptar. Como ondas que sempre vêm diferentes e nunca voltam iguais, sempre tive uma vocação para metamorfose. Parece o mesmo mar, mas ele nunca é igual. Os movimentos são tão diferentes que, se olhar distraído, nem parecem surgir do mesmo lugar. O que ajuda o reconhecimento é a paisagem. É o relevo que compõe uma praia que nos ajuda a identificá-la. E é a essência que carregamos que define quem somos, não importa o quanto já mudamos. A vida segue e não temos mais o movimento de outrora. Que bom por isso. Mas também, de alguma maneira, somos as rochas solidificadas que são quase imutáveis com o passar do tempo. Tão iguais e tão diferentes, como as ondas de um certo (a)mar.

Imagem de capa: Boiarkina Marina, Shutterstock

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Geovanna Argenta
Sou a segunda de um quarteto fantástico, que tem os pais como inspiração. Goiana de nascimento, fui amadurecida pelo calor do norte brasileiro, no querido Tocantins, onde cresci e criei laços eternos. Coração inquieto de natureza, morei um tempo nos Estados Unidos, na França e no Distrito Federal, até voltar para minha terra natal, a Capital do Amor (ou do Sertanejo, se preferir): Goiânia-Go. Jornalista de formação, especialista em Relações Internacionais e nos últimos anos trabalhando com marketing, sempre tive paixão por escrever. Desde os primeiros rabiscos que eu chamava de poesia aos 12 anos, o papel e a caneta (e nos últimos anos também o teclado), têm sido bons tradutores da minha alma. Apaixonada por família, viagem, livros, doces e o namorado. Há 27 anos uma virginiana curiosa, cheia de sonhos, dramas e paixões, prestes a viver a maior aventura da vida: ser mamãe.

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