Veja bem, não é possível mandar no coração, a gente sabe disso faz tempo. Também não é possível escolher a quem amar, também já sabemos disso desde que descobrimos o que bate dentro do peito.

A única coisa que podemos decidir é quanto ao tempo que levaremos para viver um grande amor. Somos massacrados pela angústia de cair de cara no chão, pelo medo do medo que o medo causa.

E aí, veja se você se identifica com isso, corremos daquilo que não conhecemos, damos o fora sem nem saber o que nos espera e, muitas vezes, insistimos num passado sem sentido, pois é mais fácil sofrer aquilo que já entendemos do que aceitar a chance de amar sem sofrimento.

E cada vez que isso acontece, toda vez que uma oportunidade de amar bonito é deixada para trás, uma estrela desaparece lá em cima. Uma luz se apaga, uma chama desiste de iluminar a alma da gente e voltamos sempre para aquele caminho antigo, doloroso e que já nem sequer machuca os pés tamanha acomodação que aceitamos carregar.

Não é possível que a gente se permita acostumar com a dor. Não é justo com esse coração que bate e bombeia sangue o tempo todo para nos manter vivos. Viver é se apaixonar, é tentar encontrar a pessoa certa num mundo carregado de gente sem coragem para o amor.

E o amor é a única coisa capaz de nos deixar vivos! Não basta abrir os olhos de manhã, é necessário ver o dia lá fora, compartilhar o bom dia com quem nos quer bem e aceitar que o futuro depende unicamente do sim (e do não) que você dá aqui e agora.

Quando alguém bater na sua porta, disposto a te aceitar como você é, querendo amar todos os pedaços que você tem aí, por favor, não o deixe ir embora, não perca de vista o seu bem, nem poupe energia para lhe trazer para o colo, para perto, para dentro.

Talvez, e louco é quem correr esse risco, essa pessoa não seja vista, não seja ouvida, não seja sentida por você. Ao menor sinal de que seu bem se aproxima, por favor, atente para o amor que pode estar nascendo aí.

E ame, mas ame muito. E chore de tanta felicidade por sentir tudo isso. E permita que os sorrisos saltem do seu rosto como o sol depois daquela tempestade, faça com que não se contenham, com que não se controlem.

Sorria para o amor da sua vida e acredite que é ele quem deve segurar sua mão, ninar seu sono e carregar a bagagem da rotina com você. Acredite, viver sozinho é possível e, às vezes, até necessário, mas…

Mas, acredite em mim, viver acompanhado de um grande amor é muito melhor do que os espaços vazios que a cama lhe permite espreguiçar.

Ame sem medo, pois o amor não dói.

O amor de verdade? Esse apenas c-o-n-s-t-r-ó-i.

Imagem de capa: Hrecheniuk Oleksii, Shutterstock

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Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.

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