Depois de alguns fins, sempre tristes e seguidos do “não quero nunca mais”, hoje, não digo que não quero mais, só não quero agora. Só não quero para já. O engraçado é que a gente sempre acredita que, não consegue mais se envolver com ninguém. E, isso, é uma quase verdade que dura algum tempo.
Até que passa, e fica tudo bem. A beleza de tudo isso é o que vem a seguir, passamos a preferir nossa própria companhia. E, dividir intimidades com alguém, novamente, é algo distante, perdemos um pouco o interesse. Fases. É tanta ferida por cima de outras feridas que os machucados ficam cada vez mais profundos. Vamos internalizando as dores e, não damos tempo para as feridas se fecharem por completo. Lá dentro da gente. E a cada tapa na cara, mas medo a gente tem de apanhar novamente… Consequência, ficamos com medo de amar… de sofrer… de sentir saudades.
É frustrante, a gente fica mal por um tempo, mas vamos aprendendo que, apreciar estar sozinho faz um bem danado, e isso não é ser solitário. É se amar.
Imagem de capa: Kate Aedon, Shutterstock
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