Filmes biográficos são geralmente marcantes. Alguns ficam na gente como belas lições para a vida. Nessa lista selecionei 6 cinebiografias que farão suas pernas tremerem. Mulheres marcantes são desnudadas nos filmes a seguir com maestria.

1- Tina Turner em “Tina”, 1993

Anna Mae Bullock, Tina Turner, nasceu em 1938 em Nutbush, Tennessee, e desde criança mostrava inclinação para a música. Abandonada pela mãe, Tina foi criada pela avó até seus 16 anos, quando a mulher veio a falecer. A partir de então ela foi morar com a mãe em St. Louis. Não demorou muito para que Tina começasse a cantar em uma banda liderada por Ike Turner. Os dois se envolvem então, têm um filho e se casam no México. Em 1960 ela já se chamava Tina Turner e, junto com Ike, fazia muito sucesso, mas agredida sistematicamente pelo marido, Tina decide se divorciar. Tina fica sem um tostão, recomeça das cinzas e apesar de todas as dificuldades se torna uma grande estrela da música. Um filme encantador no qual também conhecemos um pouco mais do lado espiritual da cantora que aderiu ao budismo ainda jovem.

2- Frida Kahlo em “Frida” – 2002

O filme de Julie Taymor, Frida (2002) é bastante fiel à biografia da pintora. Nele Frida é uma mulher de encantos atemporais. A pintora mexicana viveu na década de XX, e nunca tentou se encaixar nos padrões da sua época. Ela teve poliomielite ainda quando criança, o que lhe deixou com uma perna mais curta que a outra. Na adolescência, sofreu um grave acidente de bonde, o que lhe rendeu problemas permanentes. Ainda assim, Frida era Frida e foi quem e o que queria ser. Teve um casamento aberto e conturbado com o pintor Diego Rivera. Viveu, sofreu, lutou, nos deixou sua arte e a lição de que somos maiores que nossas dores. Disponível na Netflix.

3- Olga Benário em “Olga”, 2004

Olga, uma jovem alemã, judia e militante do movimento comunista, contra a vontade dos pais, abandona o conforto de casa para morar na Rússia. Como integrante do partido comunista recebe a missão de acompanhar Luís Carlos Prestes no retorno de navio ao Brasil. O casal precisava fingir estar em lua de mel, mas os dois se apaixonaram de verdade e Olga engravidou em pouco tempo. No Brasil Olga é descoberta e enviada para um campo de concentração e Prestes preso. O longa narra o drama vivido por Olga no campo até a sua morte. Sua filha Anita Leocádia foi criada pela avó paterna e hoje é professora universitária e historiadora germano-brasileira, doutora em Filosofia e Economia. Um filme biográfico marcante baseado no livro homônimo de Fernando Morais.

4- Maria Antonieta em “Maria Antonieta”, 2006

Esse filme pode ser considerado um clássico moderno. Obra prima da diretora Sofia Copola, o filme traz para as telas cores alegres e músicas atuais, que contrastam muito bem com a atmosfera romântica do século XVIII. O roteiro foi inspirado no livro da historiadora inglesa Antonia Fraser intitulado “Maria Antonieta, a biografia”, que retrata belamente a vida da esposa austríaca do enfadonho delfim Luís Augusto, até seu triste fim na guilhotina francesa. Todavia, não foi a intensão de Sofia dar enfoque à morte de Maria Antonieta, mas sim exaltar sua vida repleta de diversão. Dessa forma, o clima divertido predomina nesse filme, com direito a um irreverente “all star” em meio aos delicados sapatos de Maria Antonieta.

5- Coco Chanel em “Coco antes de Chanel”, 2009

Trabalhando com moda a partir dos anos 1910, Chanel construiu um império e revolucionou o pensamento do século XX. A estilista liberou as mulheres da silhueta conservadora, marcada pelo corselete, e introduziu roupas inspiradas no vestuário masculino. Uma explicação simplificada, mas que dá o tom da influência de Coco. Como o título promete, o enredo enfoca nos anos que antecedem a fama da protagonista. Quem está ali, retratada por Audrey Tautou, não é uma poderosa estilista, mas, sim, uma moça órfã e de família humilde, que costura de dia e canta em cabarés de noite. Um filme maravilhoso e inspirador de uma mulher muito à frente de seu tempo. Reparem na vestimenta escolhida por Coco, assim como a escolhida por seu amante, na festa à fantasia que acontece no filme. As escolham dizem muito sobre os dois protagonistas.

6- Marilyn Monroe em “Sete dias com Marilyn”, 2011

Michelle Williams vive primorosamente Marilyn Monroe nesse filme, papel que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. “Sete dias com Marylin” foi inspirado no livro “Minha semana com Marilyn”, escrito por Colin Clark, na época assistente de produção do filme “O Príncipe Encantado” (1957) estrelado por Marilyn. O filme deixa muito claro que Marilyn, com seu jeito hora ousado, hora ingênuo, deixava os homens ao seu redor loucos por ela. Também percebemos no longa que a atriz precisava de apoio psicológico e que seus sucessivos relacionamentos pareciam ser uma válvula de escape para uma dor íntima não muito clara no longa. Disponível na Netflix.

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Vanelli Doratioto
Vanelli Doratioto é uma escritora paulista, amante de museus, livros e pinturas que se deixa encantar facilmente pelo que há de mais genuíno nas pessoas. Ela acredita que as palavras são mágicas, que através delas pode trazer pessoas, conceitos e lugares para bem pertinho do coração.

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