Imagem de capa: Naresuan261, Shutterstock

Na superfície nada se faz, pois é no profundo que as coisas acontecem. Bom, pelo menos acho que é. O raso pode ser interessante quando olhamos pelo ângulo mais simples. Porém, não tem jeito, o raso nunca deixa de ser curto, rente, rés, plano, liso e reto. Em contraponto, nada nesse mundo é mais profundo do que o amor que dedicamos às pessoas.
Bom, pelo menos deveria ser assim. O fato é que o amor é grande e o resto todo é pequeno. O amor é forte, intenso, poderoso, generoso e também é bondoso. O amor perdoa e ajuda a amenizar a mágoa que fica.

Mais do que o próprio tempo, o amor é sábio o bastante para confiar, para não julgar, para aprimorar a vida e para nos ensinar a exercê-lo com humildade e gratidão. O amor que você dá – circula, circula – volta para você. Equação mais importante do mundo: doar – circular – receber.

E o ciclo não para nunca, pois o amor não tem limite, nem data de vencimento, nem sequer capacidade máxima. Sempre podemos amar mais, amar de um jeito diferente, amar com mais vontade, com mais paixão.

O amor é a única coisa que transforma a gente de verdade, que nos faz capazes de dar a mão e levantar o companheiro. E o amor é o que nos tira da solidão, da dor, do conflito, da angústia e dos pesadelos do caminho.

Edificamos com o amor que oferecemos e somos edificados pelo amor que recebemos. E quando achamos que o amor acabou, olha que louco, descobrimos que podemos amar ainda mais e maior.

O amor não acaba, gente! Ele só se transforma o tempo inteiro. Muda de cor, sabe? Mas continua sendo amor. Já vi o amor adormecer na poeira do tempo, virar um carinho profundo ou até nem tão profundo assim, mas o amor sempre vive – e sobrevive.

A gente é que não sabe lidar com isso ainda, pois confundimos a transformação do amor com desamor. Essas duas palavras não são da mesma família e até o “des” acaba em “amor”. Já vi famílias inteiras brigando por herança, mas nunca vi ninguém brigar pelo amor que deixou alguém quem já partiu.

O amor é o que a gente leva para depois da ponte, ainda que nem saibamos direito onde ela fica. Você pode ficar confuso diversas vezes durante a vida. Pode parar, dar ré ou não saber para onde ir.

Porém, você precisa saber como ir:

Vá com amor.

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Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.

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