“Naquele beijo, eu não fazia ideia de como seria nosso futuro juntos… Mas uma certeza eu tinha: eu seria feliz. Muito feliz.”

Quando te conheci, amei-o por suas qualidades_ e confesso que fui um tanto racional escolhendo você.

Mas qualidade nunca foi sinônimo de facilidade. E esperar que o amor traga só recompensas é transformar aquilo que nasceu para ser nobre em algo banal. Acreditar que será sempre bom é leviano. A importância cresce quando ele resiste às surpresas da esquina, aos tropeços do caminho, ao desconforto rotineiro.

Só o tempo mostra que amor não cresce com o que é fácil.

Geralmente é assim: fica um amor _em minúsculo_ sem conteúdo, quando ainda não viveu o suficiente para experimentar toda sorte e contradição que lhe é possível. Pode acreditar: se você tiver paciência de esperar, tudo isso chegará, porque a vida é assim. E se quiser experimentar só a primeira parte, não descobrirá o Amor, assim, em maiúsculo.

Amamos por algo que não se explica nem traduz, apenas sente_ e isso já é uma definição em si do amor.

Ou, como disse Drummond:  “Há vários motivos para não amar uma pessoa, e só um para amá-la; este prevalece”

As dificuldades unem mais que a bonança. E o amor vira Amor quando aprendemos a remar para o mesmo lado, unindo forças, mantendo juntos a vigília, amparados pelas mesmas _e escassas_ respostas.

Ontem vi em seus olhos úmidos nossa vida refletida, nossos planos concretizados, tudo o que passamos_ de bom e ruim_ nos últimos anos.

Percebi que as falhas, muito mais que as qualidades, foram fundamentais para nosso aprimoramento. Tenho sido mais feliz desde então.

Por compreender e explicar a mim mesma que te escolhi pelo coração também, que quando soube que seria feliz, não foi apenas pela segurança que você prometeu me dar e sim pela certeza de que se importaria conosco muito além do meu medo de seguir em frente.

Que teria paciência de esperar meu amor virar Amor, assim, em maiúsculo.

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Fabíola Simões
Escritora mineira de hábitos simples, é colecionadora de diários, álbuns de fotografia e cartas escritas à mão. Tem memória seletiva, adora dedicatórias em livros, curte marchinhas de carnaval antigas e lamenta não ter tido chance de ir a um show de Renato Russo. Casada há dezessete anos e mãe de um menino que está crescendo rápido demais, Fabíola gosta de café sem açúcar, doce de leite com queijo e livros com frases que merecem ser sublinhadas. “Anos incríveis” está entre suas séries preferidas, e acredita que mais vale uma toalha de mesa repleta de manchas após uma noite feliz do que guardanapos imaculadamente alvejados guardados no fundo de uma gaveta.

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