Quando uma relação termina…

Eu costumo dizer que os finais são sempre dolorosos. Mesmo que necessários, mesmo que sejam finais que a gente escolha.

Um final é sempre um final e depois dele vem o difícil processo do recomeço. A gente precisa se reinventar, se reconstruir e se reformar para continuar vivendo, não é mesmo? Da mesma maneira que tenho comigo que só o amor não basta para manter uma relação. Por essa razão, mesmo quando ele é grande, às vezes vemos os relacionamentos acabarem pela falta de outras coisas em nossa vida que pesam tanto quanto e que se não ampararem o amor, vão deixá-lo ruir.

Eu não saberia dizer para você como se fortalecer depois do fim… As pessoas falam muito de amor próprio, que a gente tem que se amar, ficar um tempo com a gente mesma e etc… Eu acho que essa receita é pessoal e intransferível. O que funciona pra mim pode não funcionar para você. Só você sabe das suas necessidades…

O que eu sei de carteirinha é que:

1 – O tempo passa, rápido ou se arrastando, mas passa. E com ele, tudo passa. Tudo muda e se transforma e, fatalmente, nos transforma também.

O tempo traz clareza para nosso coração, entendimento para a nossa razão e nos mostra coisas que antes, no meio do furacão, não enxergávamos.

O tempo passa… E passando, vai curando as dores dentro de nós. Não apaga nada, mas deixa tudo mais fácil de se sentir e viver.

2 – A gente segue adiante com uma bagagem impagável de experiências. Sabe o que deu certo, o que deu errado e com sabedoria e discernimento, aprende a usar as ferramentas certas para quando outro amor chegar. O próprio ou pelo próximo! E que sejam os dois!

3 – Sozinhos não somos ninguém. Ore. Peça ajuda a Deus ou qualquer outra força onde creia existir a energia capaz de te manter firme para sua nova jornada. Uma energia capaz de te permitir extrair dessa experiência o necessário para o que pretende ser numa próxima vez.

4 – Os finais são, nada mais nada menos, do que o início de uma coisa nova em nossa vida. Não são minhas essas palavras cheias de sabedoria que dizem “onde uma coisa termina, outra começa”.

Se reinicie e confie no tempo. Confie em você!

Enquanto isso, dicas de sobrevivência: fuja de tudo o que te leva para esse passado recente. Fotos, músicas, lugares, pessoas e redes sociais. Fuja o quanto for possível. Mude o foco. Não é nada fácil, mas possível.

Só depende de você.

Porque onde coisa termina… Outra começa!

Imagem de capa: Anetlanda, Shutterstock

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Luciana Marques
Luciana Marques é curitibana, nascida em 1981, mãe de dois filhos, Bióloga, formada em Educação Ambiental e Gestão Empresarial, trabalha como gerente administrativa e se diverte como escritora. Escreve por amor e hobby desde pequena. Encontrou nas palavras uma maneira de transcrever os sentimentos e sua visão de mundo, às vezes de forma intensa e complexa, outras simples e em muitas, desconexas. Acha que escrever é conversar com o mundo lá fora e com seu mundo interior.

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