O verbo do coração

Somos raros feito algumas flores, feito a Youtan Poluo, que floresce apenas uma vez em cada 3 mil anos. Somos raros, mas também somos instantes.

Somos raros e somos instantes. Somos tão pequenos e tão grandes que não sabemos exatamente o tamanho de tudo que somos.

Mas nós somos.

Estamos aqui hoje, amanhã não sabemos. Por isso (e para isso), cada dia vivido é um milagre concedido. É uma oportunidade de fazer de novo, de fazer melhor do que ontem, de amar mais e sentir-se amado grande.

Nada, nada é mais importante do que o amor doado e o amor recebido. Nada é mais valioso do que o tempo dedicado, do que o afago trocado, do que a vida compartilhada.

Se somos o que somos, instantes do que vivemos, que seja uma vida de amor, com amor. Que os beijos sejam apaixonados, que as mãos sejam dadas e que os pés tenham outros pés para aquecer no rigoroso frio do inverno.

Que tenhamos amigos, não muitos, mas os que valem nosso tempo. Que soframos por dor, por saudade, por qualquer coisa, mas que nossos recomeços sejam sempre por e com amor.

Somos raros e instantes, mas podemos amar – e, para isso, não tem pouco ou muito tempo. Amar é verbo que o tempo não conjuga.

Quem conjuga é o coração.

Imagem de capa: urbazon, Shutterstock

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Ju Farias
Não nasci poeta, nasci amor e, por ser assim, virei poeta. Gosto quando alguém se apropria do meu texto como se fosse seu. É como se um pedaço que é meu por direito coubesse perfeitamente no outro. Divido e compartilho sem economia. Eu só quero saber o que realmente importa: toquei alguém? É isso que eu vim fazer no mundo.

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