Solidão acompanhada: sentir-se sozinho mesmo rodeado de pessoas

O importante não é o número de pessoas que estão ao seu lado, o importante não é ter milhares de amigos nas redes sociais. O importante é o valor que tudo ao seu redor tem para você, porque você pode estar rodeado por muitas pessoas e, ainda assim, continuar se sentindo sozinho. Trata-se da solidão acompanhada.

Você já sentiu alguma vez que, mesmo estando bem agasalhado, continuava sentindo frio? Você já pensou que, mesmo com muitas pessoas ao seu lado, continua se sentindo sozinho? Você já sentiu que está sozinho e que ninguém pode ajudá-lo? Não conseguiremos preencher esse vazio interior buscando algo fora de nós. Esse vazio é interno, uma questão que precisamos resolver com nós mesmos.

A solidão é uma oportunidade para nos reencontrarmos com nós mesmos; a solidão nos dá permissão para o diálogo interno, para sabermos como e onde estamos, nos conhecermos melhor e saber o que queremos. Quando estamos sozinhos, estamos conosco.

“Você nunca estará só se gostar da pessoa com quem fica quando está sozinho”.
-Wayne Dyer-

Não me sentirei sozinho se eu for a minha melhor companhia. Não me sentirei sozinho se depois de estar em paz comigo mesmo, procurar as outras pessoas. Quando há muito barulho dentro, como poderemos ouvir a música de fora?

Entender a solidão acompanhada e buscar valor de tudo que nos rodeia

Pode ser um erro procurar quantidade, a chave está na qualidade. Eu não preciso de muitos amigos que não me apoiam, que permaneçam muito tempo comigo e não me façam sentir que o “tempo passa voando”. O valor que eu dou a tudo o que me rodeia é o que me faz dar sentido a sua companhia.

Continuarei experimentando uma solidão acompanhada se a minha companhia e a dos outros não me deixarem feliz, continuarei a pensar que ninguém me entende, independentemente do número de vezes que eu repetir a mesma história, continuarei pensando que não querem estar comigo se eu mesmo me valorizo muito pouco. Eu preciso valorizar e sentir gratidão por compartilhar os meus pensamentos, o meu tempo e a minha vida com alguém, mas antes preciso compartilhar comigo mesmo.

Sinta o prazer de estar com você, não só, mas com você mesmo. Você é o único que sempre estará ao seu lado. Agradeça os momentos de solidão que permitem que você se conecte consigo mesmo, conheça-se melhor e entenda que a paz interior é a melhor aliada para realizar qualquer projeto que você pretenda desenvolver fora de si mesmo.

“Um dia a solidão me abraçou de tal forma que eu me apaixonei por ela, chorei como uma criança e lhe contei mil histórias. Conversamos durante longas horas como dois grandes amigos, depois nos despedimos e cada um seguiu o seu caminho. No entanto, nos vemos de vez em quando e fico feliz com a sua visita. Ela continua sendo a mesma: sempre sábia, sempre honesta, sempre pronta “.
-Kelbin Torres-

Dê um sentido para a solidão

O vazio interior será o seu pior inimigo, será uma voz que grita continuamente e pede uma solução enquanto você tenta silenciá-la com um ruído de fundo. Na realidade, o que você precisa é se desconectar do exterior e se conectar com seu “eu” interior.

Tenha um bom relacionamento com você mesmo: saiba ouvir o seu coração, cuide-se e agradeça de vez em quando pelo prazer de estar sozinho e tranquilo. Você não se sentirá sozinho se for uma boa companhia, não terá aquela sensação de ausência indeterminada se estiver completo por dentro; o de fora virá para somar, mas não para suprir as carências internas não resolvidas.

Ame-se como nunca se amou antes, sinta-se tão bem consigo mesmo que desejará estar sozinho pelo menos por um momento. Ouça-se como ninguém o fará, seja o melhor amigo que você gostaria de ter. Com esse vazio interior preenchido, saia e aproveite tudo que a vida lá fora pode lhe proporcionar, com as pessoas que realmente valem a pena, e não aquelas que oferecem apenas uma solidão acompanhada.

Fonte indicada: A Mente é Maravilhosa

Imagem de capa: jesadaphorn, Shutterstock

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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