Esse amor completamente nosso

E se, num fim de tarde qualquer, abrigados sob o mesmo cobertor, tivermos certeza?

Certeza de que, independentemente do que aconteça, valerá a pena; certeza de que todos os nossos preciosos momentos serão contabilizados na carga horária dos nossos sentimentos, como valiosos passos para a construção dos nossos sonhos; certeza de que, a cada dia vivido, compreenderemos mais os anseios um do outro, até que os nossos olhares respondam por nós e os nossos sorrisos sejam como pontos finais a encerrarem os nossos diálogos; certeza da importância das quedas como sinal de contínuo aprendizado e, dos braços sempre estendidos, exercendo com prontidão o aguardado e certeiro amparo; certeza de que, ainda que vivendo debaixo do mesmo teto, saberemos entender que o espaço que necessitamos e que nos caracteriza como indivíduos, deve ser o mesmo que não nos deixa dormir sozinhos, quando a noite vem; certeza de que há amor em cada uma das entrelinhas que compõem a nossa nova vida, e que – um dia de cada vez – seguiremos vivendo a mais bela história, até então jamais escrita.

Particularmente, tenho algumas pequenas certezas. Certeza de que quero te acordar mais cedo, para te dizer que amo, o cheiro do teu travesseiro, feito de amor e de pano; quero te acordar mais cedo, para te dizer que espero, eternamente o teu abraço e o teu sorriso mais sincero; quero um pouco mais de tempo, para te dizer com calma, que as palavras que saem da tua boca, são as mesmas que tocam a minha alma; quero um pouco mais de fôlego, para partilharmos beijos intermináveis, elevando nossa troca de energias, a valores humanamente incalculáveis; quero um pouco mais de ti, pequeno poema que tanto amo, que tão claramente escuto e tão docemente chamo, tão felizmente leio e tão verozmente inflamo; quero um pouco mais de tempo, para te mostrar que posso, ser completamente imerso, neste amor completamente nosso.

Agradeço-te por mais um dia.

Imagem de capa: Khomenko Maryna, Shutterstock

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Fellipo Rocha

Fellipo Rocha é poeterapeuta, músico e idealizador da página Corpoesia. Além disso, escreve pelos sorrisos que perde, todas as vezes em que não sai de casa.

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