Como a ansiedade afeta minhas relações

Ultimamente estou num fase confusa da minha vida. Ando esperando demais das pessoas e isso tem me afetado negativamente em vários aspectos.

Ser uma pessoa com transtorno de ansiedade está longe de ser uma tarefa fácil, muito pelo contrário, é extremamente árduo. Primeiro porque conviver com crises de ansiedade é frustrante, segundo porque as pessoas ao meu redor – não sei o seu – não entendem.

Ninguém sabe o que se passa quando vem essa maldita crise.

É você acordar no meio da madrugada com a mente cheia de pensamentos que sempre te incomodaram. É você ter preocupações excessivas sobre tudo que você considera importante. É criar várias fantasias na mente de histórias que não existem. É a famosa neura.

É você se achar pequena demais para o mundo. É você perder a respiração quando o seu emocional não está bem. É você chorar por qualquer coisa (qualquer coisa mesmo), é ser sensível por achar que está sempre incomodando. Aliás, quem tem transtorno de ansiedade tem essa mania de achar que o mundo se sente incomodado com sua presença.

E isso tem afetado as minhas relações.
Eu entendo que conviver comigo não é maravilhoso, além de ter esse transtorno, eu tenho uma personalidade um tanto peculiar.

Mas eu queria que as pessoas que dizem me amar entendessem isso. Ao invés de brigarem comigo por minhas preocupações um tanto que banais para elas, me ajudassem a me sentir mais segura e estável. A verdade é que praticamente ninguém está disposto a entender e ajudar. As pessoas não entendem que doença mental existe e precisamos de ajuda para tratar. Quando eu falo de ajuda, me refiro ao único trabalho que elas poderiam ter de não brigar, mas sim procurar entender e ajudar inverter a situação na nossa mente.

Ultimamente venho sofrendo com uma crise atrás da outra, mas estou me tratando pra diminuir. Infelizmente não estou no melhor momento da minha vida, mas com fé a gente supera.

Imagem de capa: Mangostar, Shutterstock

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Déborah Izy
Taurina, cerveja, ler, escrever, barzinhos, cinema, séries, filmes, super heróis, e amante da vida, acredito fielmente no amor. Gerencio a página em meu nome no Facebook: Déborah Izy. Espero que gostem e se identifiquem.

4 COMENTÁRIOS

  1. Olá Déborah. O que vai fazer para ficar melhor? Já andei numa psicóloga, voltei agora à minha medicação e parece que nada resolve. Sinto-me a afundar e não consigo erguer-me sozinha.

  2. Passei por isso, quase igual pra ser exato. Eu, ao contrário de você, sou de fácil convivência, mas passei por um momento bem difícil no meio do ano, acabei me afastando de algumas pessoas que eu gostava. Depois conheci uma menina linda, preferi terminar com ela por achar que eu ia me machucar logo, entrei na neura também. Depois vi que eu que estava precipitando as coisas, mas já tinha ido. Tem muito mais coisa nessa história, mas vou limitar aqui se não escreverei um livro hehehehehe.
    Achei que estava ficando louco um pouco após isso, não conseguia fazer nada, minha cabeça parecia um turbilhão, meu estômago começou a embrulhar (nunca havia acontecido isso), fiquei mal. Hoje estou melhor. Dê tempo a o tempo, ele cura tudo. Procure tirar um tempo só pra você, faça coisas que gosta por um tempo, tente esquecer todo o resto. Vai te fazer bem.
    Assim você vai ver que as coisas vão se encaixando.
    Melhoras.

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