Sexo é apenas sexo quando a disposição é maior que a conexão

Não é apenas sexo o que fazemos. É conexão, sincera, dos nossos mais íntimos ímpetos. Você sabe disso. Eu também sei. E essa entrega recíproca transparece as nossas verdades e vontades. Nosso encontro gostoso de corpo e alma. Nosso encontro, sem vergonhas e rótulos, de desejos que são realizados um pelo outro. Nossa troca de toques e olhares fixos. Penetrando-lhes, profundamente, como a vontade que tenho de estar dentro de você, literalmente; que você adora tanto quanto eu. Você me satisfaz. Eu lhe satisfaço.

Dentro do nosso quarto não há regras. Aliás, há sim… as nossas regras não ditas: companheirismo e respeito. Quantos casais conseguem ser assim, como a gente? Não consigo mensurar, mesmo sendo bom com cálculos. Entretanto, em matéria de sexo, você sabe que para a gente nada é exato. Está mais para um sonho bom. É fantasioso ao mesmo tempo em que é natural. Não há mascaras, não há pretensões de ser, além daquilo que somos: humanos com defeitos e qualidades.

Às vezes, eu sei que você se intimida com as minhas sugestões. Acontece que lhe conheço bem o suficiente para saber quando está carecendo de afago, ou de alguns tapas para lhe marcar a bunda – não só ela, você sabe disso -, uma noite de conchinha, beijinhos e chocolate, ou três voltas do seu cabelo em meu braço para encurvar seu corpo contra a cama; contra a almofada que só lhe permite encostar os joelhos e seus peitos na cama; ou no braço de sofá lhe tirando os pés do chão. Da maneira que mais lhe excita. Vem marcar meu peito com suas unhas, registra em mim que agora sou seu.

Hoje, mais cedo, como de costume, trocamos mensagens carinhosas e instigantes. Fotos do que estávamos comendo para apetitar um ao outro e das situações quê, mais tarde, realizaríamos entre quatro paredes; e por que limitar-se as paredes do nosso quarto, quando temos a mesa da cozinha?, a bancada da pia para você se segurar e apoiar um dos pés no cestinho de lixo, que compramos juntos naquela lojinha que você me levou?, por que nos limitarmos a cama, quando temos o sofá, o banheiro e a versatilidade de tantas paredes só nossas?

Talvez, isso tudo, seja a mais pura interpretação do amor que é só nosso. Do nosso jeito. Talvez, não… é difícil dizer. Mas, é certo afirmar que a gente deseja que isso seja de fato essa idealização do que é belo e duradouro. Que conexão assim não é com qualquer um. Então, permita-se ser a mulher que verdadeiramente é, que eu lhe mostrarei o homem que verdadeiramente eu sou; e, sem duvidas, umas da mais deliciosas manifestações do que sentimentos seja essa: sexo é apenas sexo quando há apenas disposição, o que fazemos, é a materialização do amor que só a conexão dos corpos e da alma podem trazer.

Imagem de capa: nd3000, Shutterstock

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS




Luverlandio Silva
Nasceu no Piauí e cresceu em São Paulo, mora atualmente em Santo André – SP. Apaixonado pela área de exatas, mas tem o coração nas artes e escrita; trabalha e defende o meio ambiente e, as causas naturais: sentimentos; afetos; amor.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here