Não perca a capacidade de acreditar

Às vezes, na verdade eu diria, diariamente, a gente precisa resgatar a fé em alguma coisa. Eu acredito em Deus, você acredita nisso, naquilo, compartilha da minha fé, não importa, porque não estou falando em religião. Estou falando sobre acreditar.

Sobre ser um naufrago nesse mar de mundo em que nos perdemos tantas vezes entre dores de amores distantes, não correspondidos, entre decepções, medos, expectativas, aflições. Estou falando sobre olhar a fé como um pedaço pequeno de uma boia flutuando em meio a tudo isso, e acreditar, acreditar e acreditar que você pode sobreviver e passar por isso.

Estou falando que usamos como bússola o nosso coração, mergulhamos nas profundezas de sofrimentos desnecessários, voltamos a atenção para nosso eu, achamos que o mundo se resume aquele momento em que fica difícil mudar o passo. É porque é difícil caminhar dentro da água, dentro desse oceano. Você já tentou caminhar na água?

Às vezes é preciso resgatar a fé na nossa capacidade em sermos fortes, mesmo que forte não sejamos. A fé, a força de vontade em se agarrar naquele pedaço de boia, seja ela qual for em nossa vida, nos faz capaz de transpor as dificuldades, quaisquer que sejam.

Amanhã, a gente olha pra trás, se pergunta como conseguiu passar por àquele momento, como conseguiu criar um filho, superar uma mágoa, perdoar o “imperdoável”, esquecer um amor, esquecer uma dor, se levantar de um abismo, caminhar na mais completa escuridão.

É porque você acreditou… Não sei no que acreditou, mas confiou e ganhou aquele poder além do normal, que não é seu, mas vem de uma força maior em algum lugar nessa imensidão de Universo.

Às vezes, na verdade eu diria, diariamente, a gente precisa resgatar a fé em alguma coisa… Agarrar essa boia e não naufragar. Tem boia para todo mundo. É só acreditar.

Imagem de capa: sinada, Shutterstock

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Luciana Marques
Luciana Marques é curitibana, nascida em 1981, mãe de dois filhos, Bióloga, formada em Educação Ambiental e Gestão Empresarial, trabalha como gerente administrativa e se diverte como escritora. Escreve por amor e hobby desde pequena. Encontrou nas palavras uma maneira de transcrever os sentimentos e sua visão de mundo, às vezes de forma intensa e complexa, outras simples e em muitas, desconexas. Acha que escrever é conversar com o mundo lá fora e com seu mundo interior.

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