Isolamento consciente, o que você precisa resolver?

Ainda que dê um pouco de medo ficarmos a sós e em silêncio, às vezes o isolamento consciente é necessário para resolver nossos conflitos internos e reencontrar a nossa essência.

O isolamento consciente é aquele que uma pessoa escolhe por vontade própria, porque assim o necessita ou deseja. No entanto, há quem veja isso como algo negativo, uma situação rara que é totalmente rejeitada.

Na sociedade em que vivemos, isolar-se não é bem visto. Por isso, temos tanta tendência a buscar a aprovação externa ou a depender de nossos parceiros.

Não queremos ficar sozinhos, nem nos sentir afastados do resto do mundo. Isso é considerado algo muito ruim, mas e se, na realidade, for algo de que precisamos?

O isolamento consciente permite um encontro com nós mesmos

Sempre depender dos outros, tentando agradar pelo simples fato de que temos medo de sermos abandonados e ficarmos sozinhos, no final, termina sendo extenuante.

No entanto, essa não é a pior das consequências desse tipo de atitude, mas sim o fato que, quando nos demos conta, estaremos conscientes de que nos perdemos no meio do caminho. E nos surpreendemos ao perceber que não sabemos mais quem somos.

Onde está aquela pessoa que antes conhecíamos tão bem? Quando deixamos de nos ouvir e começamos a nos guiar pelo que os outros nos diziam?

Com pequenas ações que realizamos em nosso dia a dia, aprendemos a ignorar-nos, ao ponto de vivermos totalmente condicionados pelo exterior.

No entanto, chega um momento em que sofremos, em que não somos felizes, nem sequer quando estamos entre amigos.

Não é que os outros sejam pessoas tóxicas. Foram nossos medos, nossas contínuas tentativas de agradar e de sermos perfeitos, que fizeram com que estabelecêssemos relações tóxicas para nós mesmos, para nossa saúde.

Por isso, o isolamento consciente pode nos ajudar a nos reencontrar com nós mesmos. Essa pessoa que realmente somos e que deixamos de lado, mas que ainda nos espera.

Uma nova perspectiva

Além de tudo, o isolamento consciente nos permite ter uma nova perspectiva sobre tudo o que acontece ao nosso redor.

Como bem sabemos, às vezes tomamos decisões que não nos fazem bem, ou respondemos de uma maneira que, na realidade, não queremos, porque nos falta perspectiva.

Reservar esse tempo para nós nos ajudará a ver os problemas como oportunidades, os erros como aprendizado e as pessoas como espelhos que nos falam de nós mesmos.

Chegados a esse ponto, nos damos conta de que o isolamento consciente surge quando há algo em nossa vida que temos que resolver.

Seja porque caímos em depressão, não estamos sabendo gerenciar bem nossas relações, ou porque existem medos que não queremos enfrentar.

Com tudo isso, houve uma desconexão com nosso verdadeiro ser, que é importante voltar a recuperar.

Porque, ainda que busquemos ajuda, sabemos que ela está em nosso interior. Basta dar-nos um tempo e ouvir.

A solução está sempre dentro de nós, ainda que seja verdade que, às vezes, precisemos de um empurrão, de uma ajuda.

No entanto, que as coisas mudem para o bem em relação a nós é uma responsabilidade que só se encontra em nossas mãos.

O isolamento consciente permite mimarmos a nós mesmos

Quando temos um problema, às vezes nos fazem falta mimos e carinho em relação a nós mesmos. Sempre esperamos que os outros nos deem isso, mas não nos damos conta de que temos que começar nós mesmos a nos amar.

Estamos sempre dependendo de outras pessoas, e nos ocupamos muito pouco com nosso próprio eu, talvez porque acreditamos que isso é algo egoísta.

No entanto, quando o isolamento nos chama é porque é o momento de nos concentrar em nós, e em mais ninguém.

O isolamento consciente nos ajuda a nos priorizar, a nos mimar e a ouvirmos quando nos sentimos perdidos e já não sabemos quem somos.

Passar um tempo em solidão pode ser positivo para ver uma situação a partir de uma nova perspectiva, para nos desfazer de uma dependência emocional ou para poder superar uma dor.

Evitar o isolamento consciente, quando assim sentimos e necessitamos, pode ser um erro. Nossos medos ou o que vão dizer, inclusive o medo de perder o outro, não devem nos condicionar.

Nosso bem-estar vem em primeiro lugar.

Fonte indicada: Melhor com Saúde

Imagem de capa: yougoigo, Shutterstock

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Blog oficial da escritora Fabíola Simões que, em 2015, publicou seu primeiro livro: "A Soma de todos Afetos".

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