Ele fez de novo. Fingiu ser o cara perfeito e sumiu novamente.

Vez em quando, eu só queria ter a certeza de que você cuidaria do meu coração. Pois aqueles que passaram por aqui não tiveram intenção alguma de ficar, e sinceramente, eu tinha medo de que você fizesse o mesmo. Sei que eu não devo julgar todos os homens pela atitude errada de um, mas eu não consigo me sentir segura deste jeito. Eu odiava a insegurança que sentia quando você não estava por perto, mas amava a segurança de quando você estava por aqui, pertinho de mim. É difícil entender, eu sei.

Mas você fez de novo. Fingiu ser o cara perfeito e eu cair na tua direitinho. Você veio com palavras bonitas e perfumadas que pareceram-me tão sinceras, me contou das tuas dores e dos teus medos, e me disse que as minhas feridas um dia iriam cicatrizar. Mas advinha quem foi o responsável por abri-las novamente. Você bancou muito bem o mocinho, e convenhamos que você faz muito bem este papel, só eu não conseguia enxergar. Eu parecia estar apaixonada demais, mas apenas parecia.

Sabe das vezes que eu te contei meus segredos e abrir todo meu coração, pois é, era tudo verdade. Só você era de mentira. Droga, eu estou chorando de novo, eu não mereço isso. Você não sabe como dói despertar o amor de alguém sem ter intenção de fazer morada. Eu não vou mais derramar lágrimas para alimentar este teu rio de mentiras. Uma hora isto vai passar garoto, e você vai sentir falta dos meus carinhos sinceros, vai sentir falta dos meus segredos, dos meus beijos e do meu perfume. Daqui a pouco, você será apenas mais um garoto bonito do cabelo bagunçado, nada mais.

Você vai precisar perder para entender o valor de amar uma mulher verdadeiramente. Vai chorar rios de lágrimas quando souber que eu não faço mais questão de saber sobre você. Eu vou ser a tua despedida mais demorada, vou ser a tua dor mais insuportável.

Eu vou ser a tua eterna saudade sem volta.

Imagem de capa: Naresuan261, Shutterstock

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Pedro Ficarelli

Apaixonado pela poesia feminina. Acredito fielmente que o amor seja o infinito que resolveu morar no detalhe das palavras. Muito prazer, eu me chamo Pedro Ficarelli, e escrevo com o único intuito de pôr palavras onde a tua dor se faz insuportável.

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