Sabe quem fala mal da felicidade alheia? Gente infeliz!

Sabe quem fala mal da felicidade alheia? Gente infeliz! Incluindo você, que às vezes dá pitaco na maneira como a fulana se veste ou ri em público, na melação com o namorado, naquela felicidade que só pode ser fingida com o marido, porque ninguém é tão feliz assim!

Vá, confesse que você já pensou isso de outra pessoa! E pensou, sabe por quê? Porque você, com absoluta certeza, não estava tendo esse tipo de felicidade na sua vida naquele momento.

Não é uma crítica à você não, a vida é assim mesmo, um dia a gente ri, no outro chora… Quando estamos felizes vemos beleza até na mosca, mas quando está doendo alguma coisa no peito, as coisas enegrecem um pouco dentro da gente. Se você não tem feito relações amorosas e escuta um papo na academia de um marido que não dá sossego, logo pensa “ah, duvido, isso deve ser mentira, essa aí está falando só pra se aparecer”. Se você não vive um amor avassalador, daqueles de sorrisos de dar inveja mesmo, quando vê alguém vivendo fala “duvido que eles sejam sempre felizes assim”.

Seja como for, quando não estamos bem, sempre apontamos os defeitos que talvez existam mesmo, ou talvez tenhamos inventado para o conforto da nossa infelicidade.

Não é nem porque queremos ver os outros infelizes, mas é porque na nossa mente e coração infelizes acabamos projetando certa inveja da felicidade alheia.
Vamos vendo os defeitos e somos incapazes de torcer. Especialmente se quem está feliz nos magoou em alguma parte do caminho, aí voluntária ou involuntariamente fazemos uma torcida organizada pela desgraça do outro. Ficamos naquela expectativa pela queda e enchemos a boca para dizer “eu sabia”.

Nós acabamos criando um ideal do que é ser feliz. Esse será sempre o problema da humanidade: idealizar demais, projetar expectativas demais e não assimilar a realidade como ela é. Na vida real, essa pessoa que você vê imensamente feliz, andando de carro velho, sem casa própria, é feliz porque a felicidade dela não está no ter, mas no ser. No lugar da casa própria ela adquiriu amor próprio e trocou o carro novo pelo que o dinheiro lhe dá em doses homeopáticas de felicidade diária.

Aquela pessoa que você vê esbanjando amor e felicidade ao lado de alguém cujo estereótipo não tem nada a ver com o que você imagina que seja ideal para ela, não está nem aí para as aparências e muito menos para o que você, João ou Maria pensam sobre isso. Dentro dela existe um sentimento muito maior e, que no auge da sua amargura, você não vai mesmo conseguir entender e nem ela precisará explicar porque enquanto você perde tempo palpitando, ela ganha tempo vivendo.

Gente feliz olha um casal de morador de rua abraçado na calçada e pensa “isso que é amor de verdade”. Gente amarga olha para o mesmo cenário e pensa “coitados, que amor sobrevive a isso? Devem estar drogados”!

Imagem de capa: Stokkete, Shutterstock

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Luciana Marques

Luciana Marques é curitibana, nascida em 1981, mãe de dois filhos, Bióloga, formada em Educação Ambiental e Gestão Empresarial, trabalha como gerente administrativa e se diverte como escritora. Escreve por amor e hobby desde pequena. Encontrou nas palavras uma maneira de transcrever os sentimentos e sua visão de mundo, às vezes de forma intensa e complexa, outras simples e em muitas, desconexas. Acha que escrever é conversar com o mundo lá fora e com seu mundo interior.

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